sexta-feira, 31 de maio de 2013

Jornal " O Perú Molhado" mostra em foto o cheiro do que Cabral quer fazer.

Projeto que tramitou na Alerj em regime de urgência transforma Búzios numa verdadeira privada.

A população de Búzios está revoltada com a possibilidade do balneário se transformar numa latrina gigante por conta do projeto de lei aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa em regime de urgência, que libera R$ 11,5 milhões para a transposição dos efluentes das estações de tratamento de esgoto de Araruama, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande para o Rio Una, que deságua na Praia Rasa, em Búzios. 

O Governo do Estado, além de não resolver o problema de saneamento da Lagoa de Araruama, que recebe a maior parte do esgoto da Região dos Lagos e por isso vem morrendo ao longo dos anos, quer agora desviar para Búzios todo esse esgoto.
                                Governador e vice sentem o cheiro do que estão fazendo com Búzios

O projeto aprovado estranhamente às pressas, sem praticamente ouvir a população do Município, vai à sanção de Cabral que poderá dar o golpe fatal num dos locais mais bonitos e famosos do Estado. A única audiência pública realizada para discussão do projeto foi feita após sua aprovação.

“É destruir três praias e recuperar meia. Esse projeto de lei vai realmente destruir parte de Búzios”, define a presidente da ONG Ativa Búzios, Monica Werkhauser. A moradora conta que a população está se mobilizando para sensibilizar os parlamentares a votarem contra o projeto. “Queremos evitar que Búzios vire o pinico da Região dos Lagos”, diz ela. Uma petição pública foi feita e um protesto está marcado na cidade para o próximo dia 5 – Dia Internacional do Meio Ambiente.

Os recursos para a obra serão administrados pela Prolagos - concessionária responsável pelo serviço de saneamento e abastecimento de água da Região dos Lagos – na execução da obra. A concessionária explica em seu site que quando chove muito e por um período prolongado, as comportas são abertas evitando inundações.

O sistema de abertura das comportas é automatizado e abre quando a água represada atinge um nível pré-estabelecido. Quando isso acontece, o esgoto também vaza para o meio ambiente. A Prolagos afirma que quando isso ocorre, os detritos já estão suficientemente diluídos pela água da chuva, sem prejuízo para a natureza.

“Mais absurdo é dizer que este despejo não faria nenhum mal ao meio ambiente, pois já estaria diluído. Como se a água pudesse diluir microorganismos muito nocivos à saúde humana”, afirma o biólogo e morador de Búzios, Carlos Simas. Segundo ele, o modelo de tratamento utilizado pela Prolagos é totalmente ineficiente e será um verdadeiro desastre para o Município. ( JB ).



Turista alemão é baleado durante visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Um turista alemão, identificado como Frank Daniel Baijaim, de 25 anos, foi baleado na tarde desta sexta-feira (31), por volta de 13h, na comunidade da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. De acordo com o Comando de Polícia Pacificadora, o turista foi encontrado ferido e caído no chão em um beco na localidade conhecida como "Roupa Suja".

Ainda segundo a polícia, um morador socorreu o turista e o levou até policiais da UPP da Rocinha, na Rua 2, que transportaram o estrangeiro até o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul.

De acordo com a polícia, um outro turista, amigo do ferido, esteve no hospital e contou aos policiais da UPP que, na manhã desta sexta-feira, eles visitaram o Cristo Redentor e, depois, decidiram conhecer a Rocinha. Segundo o relato, os turistas foram surpreendidos por um homem armado no beco, se assustaram e correram, quando um deles foi baleado.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o alemão deu entrada no Hospital Miguel Couto por volta das 14h. Segundo os médicos da unidade, o tiro provocou lesões no tórax e no fígado. O turista foi levado imediatamente para o centro cirúrgico. Os médicos classificaram como grave o estado de saúde de Frank Daniel. A cirurgia estava prevista para terminar às 18h.( Globo.com )





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Justiça suspende Brasil x Inglaterra no Maracanã.

Uma liminar da Justiça suspendeu nesta quinta-feira o amistoso entre Brasil e Inglaterra, domingo, no Maracanã, por "considerar que o estádio não oferece segurança para o público", após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (leia a íntegra no final do texto).

A informação foi publicada pelo jornal "Estado de S. Paulo". A CBF afirmou ter conhecimento da ação, mas garantiu ter todos os laudos necessários para a realização da partida. Em nota, o governo do Rio de Janeiro afirmou que já recorreu.

Todos os ingressos para a partida, que marcaria a reabertura do Maracanã, estão vendidos (cerca de 70 mil pessoas eram esperadas no amistoso). Durante o treino da Seleção na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, a assessoria de imprensa da CBF disse que o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, vai enviar os laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar à juíza da 13.ª Vara de Fazenda da Capital, Adriana Costa dos Santos, que assinou a liminar.

Na concentração da Inglaterra, o auxiliar técnico Gary Neville ficou surpreso com a possibilidade do cancelamento do jogo e chegou a brincar antes da entrevista coletiva:

- Esse jogo? De domingo? Vamos jogar na praia então - disse, rindo.

Representantes da federação inglesa se reuniram em uma sala do hotel, no Leme, após serem comunicados por jornalistas do problema na Justiça. Em seguida, a assessoria de imprensa afirmou que não há ordem para a suspensão do amistoso e que a partida será realizada.

De acordo com a liminar, a CBF, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo e o presidente das duas entidades, José Maria Marin, terão de pagar multa de R$ 1 milhão caso o jogo seja realizado.

O MP entrou com a ação alegando que os laudos não foram entregues, "apesar das inúmeras solicitações feitas". Assim, a juíza alegou que o estádio não teria os "requisitos mínimos necessários para a realização de jogos ou eventos". O único laudo apresentado pela Policia Militar é datado de 27 de maio de 2013 e "demonstra que o estádio ainda está em fase de construção".

Apesar de o governo do Rio garantir que o Maracanã já está 100% pronto e de o estádio já ter sido entregue para a Fifa, ainda há muitas obras ao redor do palco da final da Copa das Confederações. A existência de pedras, pedaços de calçadas e restos de obras, considerados materias perigosos podem ser utilizados em brigas de torcedores, entrou no relatório da Justiça.

- Não vamos ter confusão nenhuma, tenho certeza. A Prefeitura está finalizando o entorno agora. As obras estão sendo finalizadas até sexta-feira, como foi combinado com a Fifa. Vamos conseguir mostrar ao MP e à juíza que concedeu a liminar que o Maracanã está pronto a receber o jogo da seleção brasileira - finalizou Lazaroni.

Veja a íntegra da liminar, divulgada pelo SporTV.com:

"Ação Civil Pública com Pedido Liminar Processo nº. 0183843-09.2013.8.19.0001 Autor: Ministério Público Réu: Confederação Brasileira de Futebol - Comitê Organizador Brasileiro Ltda. - COL e José Maria Marin DECISÃO O Ministério Público interpôs Ação Civil Pública em face da Confederação Brasileira de Futebol - Comitê Organizador Brasileiro Ltda. - COL e José Maria Marin alegando, em resumo, que, no intuito de garantir a segurança, no Maracanã, dos torcedores, pretende a proibição da realização de jogos e eventos, no referido estádio, inclusive o agendado para o próximo dia 02 de junho de 2013, até que sejam apresentados, em sua integralidade, os laudos técnicos que comprovem que o estádio está em condições de sediar jogos e eventos, com segurança, tudo em conformidade com o artigo 23 da Lei 10.671/2003. Pretende ainda o Ministério Público, no mérito da ação, a destituição do então Presidente da entidade organizadora diante da postura de permitir a realização de jogos sem os referidos laudos de segurança. Alega o Ministério Público que é público e notório que, no próximo dia 02 de junho, o estádio será reinaugurado com a realização de um jogo entre Brasil e Inglaterra, mesmo sem a apresentação dos laudos que garantam que o estádio está em condições de sediar tal partida de futebol. O Ministério Público ainda informa, na petição inicial, que até a presente data, não foram entregues os laudos de vistoria de engenharia, de prevenção e combate a incêndio, condições sanitárias e de higiene, fundamentais para se atestar a segurança e viabilidade do estádio para realização de eventos. Na petição inicial, ainda ressalta o Ministério Público que, até o mês de abril de 2013, a vistoria realizada pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, indicava que o Maracanã não estava apto a receber público para eventos, em virtude das inúmeras restrições. Alega ainda que o próprio jogo realizado no dia 27 de abril, último, mostrou que haviam inúmeros problemas, conforme amplamente divulgado na imprensa. No dia 29 de maio de 2013, o Ministério Público recebeu laudo de segurança encaminhado pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, datado de 27 de maio de 2013, informando que o estádio ainda estaria em fase de construção. A parte autora informa, conforme certidão datada de 29 de maio de 2013, que, até o final do referido expediente forense (29 de maio de 2013, ontem), não haviam sido encaminhados os laudos comprovando que o estádio está em condições de sediar eventos/jogos no tocante a engenharia, prevenção/combate a incêndio, condições satisfatórias nos quesitos de higiene, motivando a propositura da presente. É O RELATÓRIO. PASSO A DECIDIR: O Ministério Público pretende que o estádio do Maracanã fique interditado para realização de eventos e jogos até que se comprove por meio de apresentação dos respectivos laudos de que o referido estádio está apto, nos quesitos segurança e higiene, não apresentando riscos para a saúde e vida dos seus freqüentadores. Apesar das inúmeras solicitações feitas pelo Ministério Público, os laudos não foram entregues em sua totalidade, não havendo, até o momento, a comprovação de que o estádio apresenta os requisitos mínimos necessários para a realização de jogos ou eventos. O único laudo apresentado pela Policia Militar de 29 de maio de 2013, demonstra que o referido estádio ainda esta em fase de construção, apresentando riscos para a segurança do evento de inauguração já agendado para o próximo dia 02 de junho, jogo entre Brasil e Inglaterra. O item 25 do laudo apresentado informa que: ´ Existem materiais perigosos (pedras, pedaços de calçadas, restos de obras, hastes metálicas, outros), que possam ser utilizados em tumultos e confrontos de torcedores? Sim, devido às obras em diversos setores. Foi constatado, também pisos soltos, mal fixados, como nos acabamentos das calçadas em volta de árvores, jardins e muros...´. O item 26 do mesmo documento informa que: ´...Existem obstáculos que dificultem a invasão de torcedores da arquibancada para o campo (alambrado, grades, fosso)? Quais os pontos frágeis e as medidas de prevenção a invasões? Não. O único obstáculo é um muro de aproximadamente 1 (um) metro de altura que não dificulta a invasão de campo, o que demanda um forte emprego de efetivo no local...´. A própria conclusão do Laudo indica que o estágio está aprovado com restrições, não tendo sido apresentados os demais laudos para uma conclusão final acerca da segurança no evento de reinauguração, no próximo dia 02 de junho. O laudo informa que existem pendências e que as mesmas deveriam ser sanadas em até 04 dias antes da reinauguração do estádio, ou seja, até o dia 01 de junho de 2013, véspera da partida entre Brasil e Inglaterra. Ocorre que até o presente momento não se tem notícia de que as restrições foram sanadas ou ainda se teve acesso aos demais laudos, indispensáveis, para a verificação da viabilidade de inauguração com a segurança que se espera. Deveriam os réus terem agido de forma diligente no sentido de informar as autoridades, entregando os laudos solicitados pelo Ministério Público, comprovando a viabilidade de inauguração do estádio com segurança para todos lá presentes ao evento, sejam, convidados, torcedores ou atletas. Sendo assim, diante da desídia dos responsáveis, no caso, os réus, não há como permitir que o estádio seja reinaugurado sem a comprovação de que está em condições satisfatórias de segurança e higiene. O pedido de liminar feito pelo Ministério Público exige o exame dos requisitos da plausibilidade, da urgência e, ao entender deste Julgador, do perigo invertido da demora. Na hipótese, a verossimilhança dos fatos alegados está comprovada pela farta prova documental apresentada pelo ilustre representante do Ministério Público que aguardou até o último minuto do expediente forense de ontem para a comprovação dos requisitos necessários que comprovem que está garantida a segurança no evento agendado para o próximo dia 02 de maio. Vislumbra-se, ainda, neste Juízo de delibação, suficiente densidade nos alegados fundamentos dos requisitos legais, que devem estar sempre associados ao requisito do periculum in mora inverso, ou seja, da proporcionalidade entre o provimento pretendido e o valor posto em debate. Afinal, a não concessão da liminar requerida se afiguraria bem mais gravosa do que seu deferimento, já que o jogo seria realizado sem se averiguar se há condições satisfatórias nos quesitos de segurança e higiene, podendo colocar em risco a segurança dos que lá estiverem. Frise-se ainda que em sendo comprovada tal garantia de segurança e de higiene do local, até a data do evento agendado para o próximo dia 02 de junho, a liminar perderá sua fundamentação, podendo ser revogada, realizando-se, então, o evento como já noticiado na mídia. Ante tais considerações, defiro o pedido de liminar formulado, na inicial, pelo Ministério Público para determinar a suspensão de competições/ jogos/eventos, inclusive a agendada inauguração para o próximo dia 02 de junho de 2013, até que sejam apresentados laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes para vistoria das condições de segurança, ou seja, a apresentação de Laudo de vistoria de Engenharia; de Prevenção e Combate de Incêndio; de Condições Sanitárias e de Higiene, que comprovem a viabilidade da reinaguração do estádio do Maracanã, sob pena de multa de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais) por jogo/evento, irregularmente realizado, nos termos do item ´a´ do rol de pedidos. Citem-se e intimem-se. Dê-se ciência ao Ministério Público. Rio de Janeiro, 30 de maio de 2013. Adriana Costa dos Santos Juíza de Direito"

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sérgio Cabral cada vez mais próximo do " parente ".

Isolado no PMDB, conversa com Aécio prossegue.

Os entendimentos entre o governador Sérgio Cabral e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu quase parente - segundo declarou o próprio Cabral - estão cada vez mais frequentes. Os dois políticos estão acertando os ponteiros para um possível apoio à candidatura de Aécio à Presidência da República e uma candidatura de Cabral ao Senado. Desde que começou a pressionar a presidente Dilma Rousseff sobre as eleições para o Governo do Rio, Cabral deu início a um processo de auto-fritura que culminou no jantar que teve com o vice-presidente, Michel Temer, no último dia 22.
No encontro, o governador mais uma vez ameaçou retirar seu apoio a Dilma, caso seu candidato, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, não fosse o único a concorrer no Estado pela coligação que dá sustentação ao Governo. Chegou a dizer, inclusive, que seu filho tinha o sobrenome “Neves”, de sua mulher, que é parente de Aécio, numa ameaça velada de apoio ao tucano. Cabral não aceita a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) e a possibilidade de um palanque duplo para a presidente.
Aborrecida com a pressão, Dilma resolveu esfriar as relações com o governador. Como consequência, Cabral vem experimentando um isolamento dentro de seu próprio partido e, por conta disso, resolveu prosseguir com a alternativa prenunciada no jantar com Temer. As conversas com Aécio foram intensificadas e a possibilidade de apoio ao senador mineiro estão sendo cada vez mais consideradas por ambos.
As articulações com o PSDB não estão restritas a Cabral e Aécio, o próprio Pezão vem conversando com parlamentares tucanos acertando possíveis apoios para sua candidatura, já que o PSDB no Rio não possui um nome forte para concorrer ao Governo do Estado. O presidente do PMDB, Jorge Piccianni, também vem mantendo contatos com tucanos visando o apoio à candidatura do senador mineiro.

Cabral seria um vice perfeito para a estratégia de Aécio Neves que teria um palanque no Rio de Janeiro, onde mora, mas onde também não possui eleitores nem para ser síndico. Aécio traria ainda para sua candidatura parte do PMDB, a tropa de choque do governador que poderia até migrar para outros partidos. A movimentação de Aécio conta com apoio de seu tio, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que na semana passada teve participação importante numa possível acolhida de Cabral pelo PP.

A cúpula do PMDB, no entanto, não está gostando do fato de perder Cabral e sua corte para outros partidos, o que poderia enfraquecer a sigla no Estado, onde mantém um eleitorado fiel desde o final da ditadura, nos anos 80. Uma nova rodada de conversas entre os caciques do PMDB e Cabral está sendo marcada para breve, com o intuito de convencer o governador do erro que vem cometendo ao não abrir mão da candidatura única de Pezão. Nesses entendimentos, ficará claro para Sérgio Cabral que a candidatura de Lindbergh é irreversível e já está nas ruas e caberá a ele cuidar de seu candidato nas urnas e não com pressões sobre a presidente. ( Fonte : JB )


terça-feira, 28 de maio de 2013

Violência no Rio volta em vários bairros da Cidade.

Linha Vermelha e Leblon sofrem com assaltos

Enquanto o Governo reforça o policiamento no Morro do Alemão e Complexo da Penha, o crime ataca em outros locais da cidade. Por volta das 10h desta terça-feira (28/5), um grupo armado fez um arrastão na Linha Vermelha, próximo ao Fundão e ao acesso à Linha Amarela. Os bandidos pararam diversos carros para assaltar seus ocupantes e em seguida sequestraram um motorista de uma caminhonete e o levaram para o Complexo da Maré.

A ação organizada aconteceu próximo de uma cabine da PM que não serviu para conter os assaltantes. A Linha Vermelha foi fechada pelos assaltantes por alguns minutos, numa ação rápida. A Polícia Civil não tinha nenhuma pista dos assaltantes e a Polícia Militar, informada do ocorrido, passou a patrulhar a área, mas até o início da tarde ainda não havia informações sobre o motorista sequestrado.

No Leblon, na madrugada desta terça-feira, a lanchonete Cafeína, que fica bem próxima da rua onde reside o Governador Sérgio Cabral, também foi assaltada por um grupo que arrombou o estabelecimento e levou o dinheiro que estava guardado no local. ( JB )



Deu no New York Times: "Prefeito do Rio agride cidadão".

Deu no New York Times: “Prefeito do Rio agride cidadão”


O vexame de Paes aparece na mídia internacional

Jornal do BrasilTamanho do Texto:+A-AImprimirPublicidadeA agressão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi notícia no jornal de maior prestígio dos Estados Unidos, o New York Times, o que torna o episódio um verdadeiro mico internacional e cria um constrangimento para todos os cariocas.
                            The New York Times noticia a agressão do prefeito Eduardo Paes

Veja abaixo o texto traduzido do jornal americano.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu um soco no rosto de um músico depois de ser chamado de “bosta” num bate-boca num restaurante de comida japonesa da cidade, na presença de várias pessoas que assistiram à cena atordoadas. No dia seguinte, o prefeito publicou um pedido de desculpas por escrito à cidade após o episódio.

A cena de violência ocorreu quando Paes saiu do restaurante para fumar um cigarro durante uma refeição com sua esposa e amigos. Em seu pedido de desculpas, Paes afirmou, no entanto, que era inaceitável aceitar os insultos durante um momento de privacidade com sua esposa. Bernardo Botkay, escritor e cantor de uma banda de rock, disse que ele tinha abordado Paes porque acreditava que as políticas da Prefeitura estavam beneficiando um seleto grupo de especuladores imobiliários e contribuindo visando os interesses das empresas com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro. "Eu acho que é digno de nota ser agredido fisicamente pelo prefeito", disse Botkay. "Isso mostra claramente que ele não tem o que é preciso para governar a cidade", completou o músico.( Fonte: JB)



 

Uma mentira engole a outra, Por Ricardo Noblat.

O que foi que na semana passada a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, atribuiu à central de notícias da oposição?

O que Dilma, por sua vez, chamou de “desumano e criminoso”?

Lula, de ação praticada por “gente do mal”?

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, de “manobra orquestrada”?

E Ruy Falcão, presidente nacional do PT, de “terrorismo eleitoral”?

No sábado 18, e no dia seguinte em 13 estados, um milhão de clientes do programa Bolsa Família invadiu agências lotéricas para sacar suas mesadas fora do dia marcado. Boatos davam conta de que o programa seria extinto ou suspenso. Ou que Dilma autorizara o pagamento de um bônus.

Houve quebra-quebra. A polícia foi acionada.

A ministra Maria do Rosário corrigiu-se poucas horas depois de ter pendurado na conta da oposição as consequências dos boatos. Qualificou de “singela” sua própria opinião - não mais do que "singela". E garantiu com a inocência que Deus lhe deu: “Não quero politizar”.

Ora, ora, ora...

Quem por meio de uma “manobra orquestrada” poderia fazer “terrorismo eleitoral”? Aliados do governo? Claro que não.

Uma vez politizado o episódio, politizado está. Só que aos poucos ameaça se voltar contra o governo. Na melhor das hipóteses teria sido um caso de má gestão polvilhado com mentiras.

Entre as tardes do sábado e do domingo, quando pessoas em desespero se empurraram e depredaram agências lotéricas na caça ao tesouro do Bolsa Família, dois gerentes regionais da Caixa Econômica sugeriram que um erro do sistema de pagamento seria o responsável pela liberação do dinheiro em desacordo com o calendário do programa. Um deles, Hélio Duranti, do Maranhão, foi preciso.

“Os boatos surgiram após um atraso no pagamento do benefício ocorrido em todo o país. A situação foi normalizada, mas muita gente procurou os caixas eletrônicos ao mesmo tempo e o dinheiro acabou”, disse ele. “Quem não encontrou ficou revoltado e quebrou os caixas”.

A ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, preferiu observar: “Não existe qualquer motivação para que a gente pudesse gerar esse tipo de intranquilidade para a população”.

Será?

A direção da Caixa Econômica atravessou a semana negando que tivesse mexido no calendário de pagamento. Até que na última sexta-feira, a Folha de S. Paulo encontrou em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, a dona de casa Diana dos Santos, 34 anos. Na sexta anterior ela fora a um caixa eletrônico sacar os R$ 32,00 do Bolsa Família referentes a abril. Ao inserir seu cartão, sacou os R$ 32,00 de abril e os R$ 32,00 de maio.

“Recebo o Bolsa Família há anos e nunca pagaram antecipadamente”, comentou Diana. “Acho que outras pessoas receberam também, avisaram aos conhecidos e virou essa confusão”.

A Caixa inventou então outra história depois que se desmanchou no ar a história que ela vinha contando. Soltou uma nota dizendo:

- A Caixa Econômica esclarece que vem realizando, desde março, diversas melhorias no Cadastro de Informações Sociais. Em consequência desse procedimento, na sexta-feira (17), primeiro dia do calendário de pagamentos de benefícios do Bolsa Família do mês de maio, o banco disponibilizou o saque independentemente do calendário individual.

O pagamento é feito levando-se em conta o último número do cartão magnético de cada bolsista. A Caixa liberou o dinheiro para pagar de vez a todo mundo, mas não avisou a ninguém. De resto, não explicou como uma operação dessa natureza pode melhorar seu Cadastro de Informações Sociais.

É razoável desconfiar que a Caixa mentiu outra vez.

Para mudar o sistema de pagamento do Bolsa Família permitindo saques em outras datas, o Conselho Deliberativo da Caixa teria de ser obrigatoriamente consultado - e não foi, segundo me contou um dos seus membros. Ou informado - e também não foi.

A Caixa esconde que houve uma falha no sistema, o que tornou possíveis os pagamentos fora de hora.

No dia em que a Folha pegou a mentira da Caixa, uma fonte da Polícia Federal, mediante a garantia prévia de anonimato, revelou ao O Globo em Brasília que fora localizada no Rio de Janeiro a central de telemarketing responsável pela difusão dos boatos.

Não disse o nome da central. Nem do seu proprietário. Não disse quem a contratou. Nem como a central teve acesso aos números de telefones de inscritos no Bolsa Família.

Sem acesso aos números de telefones como a central poderia disseminar boatos?

Enquanto a Polícia Federal não revelar o nome da empresa e não apresentar o criminoso que encomendou o serviço, sobreviverá a suspeita de que ela mente para livrar a cara da Caixa Econômica.

domingo, 26 de maio de 2013

O fracasso das UPPs.

UPPs não conseguem conter a violência em Comunidades. Tiroteio mostra ineficácia da política de segurança.

O tiroteio na Vila Cruzeiro neste domingo (26/5), no Complexo da Penha, colocou em xeque a política de segurança do Governo do Rio de Janeiro. Diversas comunidades pacificadas enfrentam problemas de violência por conta do tráfico que continua agindo nas favelas. O maior problema, acusam os moradores, é a falta de ações para dar aos locais ocupados as condições necessárias para que o policiamento seja eficiente.

A ocupação das comunidades no Rio teve início em novembro de 2008, no Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona sul da cidade. Já no Complexo do Alemão, a pacificação ocorreu em 2010, quando foi deflagrada uma megaoperação, que contou inclusive com o apoio das Forças Armadas.

Desde o início do projeto, várias outras favelas foram ocupadas, mas o efetivo de policiais no início da pacificação é bem maior do que o número de militares que, posteriormente, garantem a segurança dos locais. Além disso, não houve nenhuma obra de reestruturação urbana que facilitasse o policiamento ou até mesmo a execução de serviços mínimos, como a coleta de lixo dificultada pelas vielas e becos que impedem a movimentação de veículos para levar o lixo.

Os policiais também reclamam da falta de condições para fazer o policiamento ressaltando que vários caminhos nas comunidades sequer são iluminados. Após a euforia dos primeiros meses de ocupação, o medo volta a tomar conta dos moradores que sentem a fragilidade e ineficácia da Política de Segurança do Governo. No Complexo do Alemão, no Morro da Mangueira e na Rocinha há relatos contundentes de que as UPPs não estão resolvendo o problema das comunidades e a violência continua.

Nada mudou.

No morro da Mangueira, pacificado em novembro de 2011, há um contraste entre o começo da subida da comunidade e o alto da Comunidade. Enquanto na Avenida Visconde de Niterói, rua que dá acesso às subidas para o alto da favela, é possível ver os policiais da UPP fazendo ronda, nos becos mais acima quase não é possível vê-los trabalhando.



Um comerciante que aceitou falar, com a condição do anonimato, é contundente sobre a situação da UPP Mangueira: “Eles só estão lá embaixo porque nós (moradores) permitimos. Mas isso é tudo fachada, não mudou nada em dois anos. Se você quiser pegar maconha ou cocaína, alguém vai lá e pega pra você, como sempre foi. Nada aqui mudou”.

Já no Complexo do Alemão, que na última quinta-feira (24) parte do comércio ficou fechado por conta da morte de um bandido, o silêncio dos moradores indica que a segurança das UPPs ainda não é total. Quando abordados para falar sobre segurança no complexo, a resposta mais comum é “não sei de nada” acompanhado de expressão facial de receio ao tocar no assunto e até mesmo ser visto dando entrevista.









Na Rocinha, pacificada em setembro de 2012, a situação não é diferente da Mangueira e do Complexo do Alemão. Há receio por parte dos moradores e comerciantes para abordar o assunto UPP. Um comerciante, que também não quis se identificar, é enfático: “Se vacilar, os caras (traficantes) baixam a madeirada e os policiais não vão fazer nada”.( Fonte : JB )



Tiroteio no Complexo do Alemão. Onde está a " pacificação" ?

"Não volto mais aqui", diz corredor após tiroteio no Complexo do Alemão



Troca de tiros entre policiais e traficantes atrasa largada do Desafio da Paz, corrida que acontece neste domingo (26) na Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão. A largada começou apenas uma hora após o previsto, por causa do incidente.

Os tiros que atrasaram a largada do Desafio da Paz, no Complexo do Alemão, causaram "desespero e pânico" no corredores na manhã deste domingo (26), contou o comerciante André Agualuza, 31, um dos 2.000 inscritos da corrida na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Segundo ele, os tiros foram ouvidos às 7h40.

"Foram dez minutos de muito tiro. Muita gente se jogou no chão, outras pessoas saíram correndo para se esconder atrás de algum lugar. Ficou todo mundo muito assustado. A corrida começou às 9h, e o Bope [Batalhão de Operações Especiais] fez o policiamento do percurso todo", contou Agualuza. "Foi a primeira vez que eu participei e não volto mais aqui".

Sem relatos de feridos, o tiroteio atrasou em uma hora a largada da corrida que traça um percurso de 5 quilômetros pela rota de fuga usada por traficantes em 2010, durante a ocupação da polícia no Complexo do Alemão. O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, que estava no local para participar do evento, classificou a ação como "irresponsável e criminosa". O secretário fez o trajeto em 35 minutos e 36 segundos, segundo os organizadores.

Para o fisioterapeuta Bruno da Eira, 31, os tiros estragaram o evento. Ele afirmou que só volta quando a segurança estiver garantida na região. "A gente deixa a família em casa, abre mão de fazer alguma coisa com ela e, de repente, toma um tiro?", questiona o participante.

Segundo um morador e comerciante do local, que não quis se identificar, os tiros têm sido cada vez mais comuns na região. Ele disse que o tráfico nunca deixou o local, mas está ficando mais forte, nos últimos tempos.

Também sob condição de anonimato, outro morador afirmou que os traficantes estão tentando voltar a comandar a rotina do complexo, dando ordens de preço de botijão de gás e nos produtos de armazém. Eles também mandam fechar o comércio local, como outra forma de mostrar que estão presentes e com força local.

Na última semana, o comércio do Complexo do Alemão e algumas escolas da região fecharam as portas durante um dia por ordem do tráfico, após um traficante ser morto em confronto com a polícia.

sábado, 25 de maio de 2013

Constrangido pela descoberta da farsa, o Governo dá uma de "migué", através da Caixa.

Caixa antecipou saques do Bolsa Família um dia antes de boatos. Banco, que havia negado antecipação, liberou benefício com antecedência. Segundo a Caixa, antecipação ocorreu por diversas melhorias em cadastro.

A Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do Bolsa Família, informou neste sábado (25) que antecipou o saque do benefício na sexta-feira (17), um dia antes dos boatos sobre o fim do programa que levaram milhares às agências em ao menos 12 estados do país no sábado (18). Durante a semana, o governo havia negado a antecipação de saques. Na Etiópia, Dilma afirmou neste sábado que "pode ter tido falhas".

Reportagem publicada na edição deste sábado do jornal “Folha de S.Paulo” afirma que a Caixa Econômica Federal confirmou ter alterado, sem aviso prévio, todo o calendário de pagamento do Bolsa Família um dia antes dos boatos.

A descoberta da mudança no calendário ocorreu porque uma dona de casa da região metropolitana de Fortaleza, apresentou comprovante da antecipação do pagamento em 12 dias. Confrontada pelo jornal, a Caixa mudou a versão.

Neste sábado, o órgão prestou esclarecimentos por meio de uma nota enviada à imprensa. A Caixa afirmou que a antecipação dos saques de todos os 13,8 milhões de benefícios fora da data prevista no calendário individual pode “ocorrer em situações específicas como casos de calamidade ou necessidade de melhorias de sistemas”. Nesse caso específico, havia em andamento "desde março, diversas melhorias no Cadastro de Informações Sociais, conforme já divulgado".

"Em consequência desse procedimento, na sexta-feira (17), primeiro dia do calendário de pagamentos de benefícios do Bolsa Família do mês de maio, o banco disponibilizou o saque independentemente do calendário individual", diz a nota.

Reportagem do jornal "O Globo" afirma que a Polícia Federal descobriu indícios de que uma central de telemarketing com sede no Rio de Janeiro foi usada para difundir o boato de que o Bolsa Família iria acabar.

Primeira explicação

A ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, disse na última terça-feira que não houve antecipação de recursos e que a liberação do pagamento ocorreu para "evitar tumulto".

“Nós liberamos o pagamento para evitar tumulto e para garantir a integridade física dessas pessoas”, disse. “No final de semana, exclusivamente, os beneficiários tiraram o dinheiro do Bolsa Família do mês independente se seu numero era 1, 2, 3, 4 ou 5. Isso não está mais acontecendo porque agora, com as agências abertas, temos condições de dar um atendimento qualificado”, afirmou a ministra durante o programa "Bom Dia, Ministro".

Em nota, o PSDB cobrou neste sábado explicações sobre a antecipação do benefício, sem prévio aviso. De acordo com o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que o PSDB irá convocar a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, para que ela esclareça se tinha conhecimento da antecipação do pagamento.

Pagamentos

Pela regra oficial, o pagamento do Bolsa Família segue a ordem do último número do cartão do beneficiário. Quem tem cartão com final "1" recebe o pagamento a partir de uma data definida previamente, e o beneficiário com cartão com final “0”, recebe no último dia.

A Caixa diz que o volume de saques na sexta-feira foi inferior ao mesmo período do mês anterior, com um total de 649.018 saques. Em abril de 2013, foram realizados 852.602 saques no primeiro dia do calendário. “Portanto, os dados atestam a normalidade dos pagamentos realizados durante toda a sexta-feira (17) e na manhã do sábado (18)”, diz a nota.

Ainda segundo a Caixa, somente por volta das 13h de sábado foi verificada a anormalidade de saques em alguns estados quando começaram a circular boatos sobre o fim do Bolsa Família.

“Para garantir o acesso aos benefícios e a integridade física das pessoas, o banco manteve o procedimento de disponibilizar os pagamentos, independente da data prevista, durante o final de semana”, diz o texto.

A Caixa informou ainda que tem "total interesse na apuração dos fatos e reafirma que aguarda as investigações da Polícia Federal em relação a origem dos boatos e que prestará todas as informações necessárias às autoridades policiais para colaborar com a apuração". A origem dos boatos ainda é desconhecida – a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso.

Cinco vezes maior

Campello afirmou, na última terça, que a quantidade de saques do Bolsa Família realizados no sábado (18) foi cinco vezes maior que a média registrada nos sábados.

Segundo informações da assessoria do ministério, a quantidade média de saques realizados aos sábados é de 100 a 200 mil. No último sábado, porém, quando houve rumores de que o benefício seria suspenso, o número de saques foi de 500 mil. No domingo, houve 400 mil saques, ainda de acordo com assessoria.

Os cerca de 900 mil saques feitos durante o final de semana contabilizaram R$ 152 milhões, de acordo com a Caixa Econômica Federal.

Maluf, parceiro-amigo do PT de LULA e DILMA. Tá explicado!

Jersey repassa dinheiro desviado por Maluf para Prefeitura de SP. Justiça de Jersey autorizou o pagamento de 1,45 milhão de libras esterlinas. Dinheiro já está nas contas dos advogados da prefeitura em Londres.

A Justiça da Ilha de Jersey, paraíso fiscal europeu, determinou o repasse de 1,45 milhão de libras esterlinas, cerca de R$ 4,5 milhões, de empresas ligadas à família do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para os cofres do município de São Paulo.

O dinheiro foi liberado nesta sexta-feira (24) para uma conta dos advogados que representam a Prefeitura de São Paulo em Londres. O montante deve chegar aos cofres públicos municipais na próxima terça-feira (28), já que na segunda-feira (27) é feriado na capital inglesa.

A quantia faz parte do total de US$ 28,3 milhões que a Corte de Jersey mandou as empresas Kildare e Durant, controladas pela família Maluf, devolverem até junho aos cofres públicos municipais. Maluf sempre negou a existência de contas no exterior. O ex-prefeito também nega ter desviado recursos públicos de obras durante sua gestão.
A primeira decisão que reconheceu o direito à repatriação e culpa diretamente Maluf pela fraude foi divulgada por Jersey em novembro de 2012. Em janeiro deste ano, a Justiça calculou em US$ 28,3 milhões (mais de R$ 55,8 milhões, na cotação de 11 de abril) o total que deve ser devolvido aos cofres do município.

O valor é apontado como tendo origem em desvios na construção da Avenida Água Espraiada (atual Jornalista Roberto Marinho) há 15 anos, na época em que o deputado Paulo Maluf (PP) era prefeito da capital paulista.

A Procuradoria-Geral do Município informou que o valor será enviado aos cofres públicos em duas partes. Na próxima semana, a prefeitura receberá 1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 3,3 milhões. O restante do valor ficará em Jersey por mais uma semana, no máximo, para custear eventuais custos do processo.

O valor recuperado entrará nos caixas da prefeitura e poderá ser utilizado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) da forma que ele julgar necessário, pagamentos de dívidas ou novos projetos.

É a primeira que um recurso desviado pela família Mafuf retorna ao Brasil através de uma decisão judicial. Para o procurador-geral do Município de São Paulo, Celso Augusto Coccaro Filho, a medida representa um avanço. “É uma providência necessária e pode ser considerada uma vitória para a administração municipal”, disse.


As companhias condenadas em Jersey apresentaram recursos a um tribunal da Inglaterra que avalia as causas dos territórios da comunidade britânica, mas essa medida não suspendeu a execução da sentença da ilha. A reportagem tentou localizar o advogado de defesa de Maluf, mas não conseguiu.
De acordo com a sentença, a Justiça de Jersey afirma que Maluf participou da fraude contra a Prefeitura na construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho, então conhecida como Águas Espraiadas.

A condenação se deu em ação civil proposta pela Municipalidade de São Paulo na Ilha de Jersey, em 2009, com apoio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital. A parceria foi estabelecida entre a Procuradoria Geral do Município de São Paulo e o Ministério Público em razão do interesse comum na repatriação do dinheiro.

Após a saída de Maluf da prefeitura, o dinheiro desviado foi enviado, entre janeiro e fevereiro de 1998, para contas da família nos Estados Unidos, segundo rastreamento realizado pela Justiça.

A Justiça afirma ainda que Flávio Maluf, que é filho do então prefeito, sabia da natureza fraudulenta dos recursos e realizou movimentações. A sentença diz que ele, sob orientação ou com consentimento do pai, fez 15 depósitos, provavelmente através de um ou mais doleiros, em uma conta sua nos Estados Unidos da qual o deputado também seria beneficiado. De lá, o dinheiro foi levado para contas de duas empresas no paraíso fiscal.( Fonte: G1)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mas o " Complexo do Alemão" não estava pacificado?

Alemão tem novo dia de comércio fechado e escola suspende aulas. Por conta do clima tenso, muitos trabalhadores optaram por deixar as lojas fechadas

Nem todos comerciantes do Complexo do Alemão abriram as portas na manhã desta sexta-feira-feira. Com medo, muitos trabalhadores optaram por deixar as lojas fechadas. Outros abriram por volta das 9h.

Somente à tarde moradores voltaram a circular pelas ruas de algumas localidades do complexo. Mesmo assim, o movimento foi pequeno.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, o Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, em Ramos, suspendeu as aulas nesta sexta-feira devido à baixa frequência de estudantes. O órgão ressaltou que os conteúdos das aulas serão repostos.

Segundo moradores, a ordem para fechar as portas nesta quinta teria partido de traficantes. Dois suspeitos foram presos.O movimento de moradores na região ficou reduzido por conta do clima tenso.

Na noite desta quarta, um homem acusado de tráfico foi morto durante uma troca de tiros com policiais do Regime Adicional de Serviço (RAS), na localidade conhecida como Areal, no Alemão. O policiamento na região está reforçado.( O Dia)

Agradecimento à OAB- MADUREIRA

Hoje, em solenidade realizada no auditório da 32 Regional da OAB- Madureira, recebi a carteira de Estagiário de Direito das mãos do seu Presidente Dr. REMI MARTINS RIBEIRO.

Foi, para mim, um momento especial, porque os conselheiros da OAB me convidaram para participar da Mesa que dirigiu a solenidade e, além disso, me deram a palavra para que eu me manifestasse sobre a importância daquele momento para a Justiça Brasileira.

Publico esse fato em agradecimento aos conselheiros da OAB e aproveito para parabenizar os formandos que lá estiveram.









O boato do fim do bolsa família: quanta Casualidade!

Quanta Casualidade!

O boato do fim da Bolsa Família, por estas armadilhas do destino, ocorreu exatamente no momento em que a convenção tucana lançava Aécio Neves (PSDB-MG) como candidato à presidência em 2014. Também aconteceu, casualmente, na véspera de uma segunda-feira em que a presidente Dilma estaria encontrando o seu outro adversário em 2014, Eduardo Campos (PSB-PE), no seu estado, em compromisso oficial. Além disso, para completar toda esta fatalidade, os boatos se espalharam justamente no Nordeste, maior reduto eleitoral do governador de Pernambuco, mas também a região que garantiu as vitórias de Lula e Dilma, nas últimas três eleições. Ainda bem que a Caixa Econômica Federal estava de plantão no domingo (!!) para a complexa operação de liberar todos os saques e ainda manter os caixas abastecidos, impedindo uma tragédia. Ainda bem que a presidente, lá de cima do palanque, desmentiu tudo com veemência, chamando de criminosos os responsáveis (ainda não encontrados, assim como os aloprados) pela falsa notícia. Ainda bem que a Dilma teve a bênção divina de estar lá, no Nordeste, seu maior reduto eleitoral e maior usuário do benefício, para desmentir tudo e reafirmar que a Bolsa Família jamais acabará, que tudo não passou de um "boato falso". Porque só faltava algum oposicionista maldoso, conforme suspeitas da Maria do Rosário, diante de tantas casualidades, cometer a injustiça de pensar que o PT pudesse estar por trás de tudo. Logo o PT, um partido tão sério e que nunca espalhou um boato nesse país.
Comentários:

Plantão no domingo pra abastecimento dos caixa eletrônicos?
Antecipação da data de saque (?????).Isso procede? Quer dizer que benefícios podem ser sacados antes da data base? Ineditismo total!

Desde quando a Caixa Econômica Federal tem bola de cristal pra poder estar de plantão no domingo para a complexa operação de liberar todos os saques e ainda manter os caixas abastecidos ?

Por que será que ao invés de implementar a operação na Caixa no domingo, o governo não colocou o Banco pra negar o boataria desde o início ?

Pergunta-se:

1) É normal antecipação de recebimentos no Bolsa Família que é mensal?

2) Basta ir na Caixa e sacar o benefício que ainda vai ser paga em mês futuro?

3) Como a Caixa conseguiu prover os caixas eletrônicos de 12 estados com 150 milhões em um final de semana?

4) Ela estava preparada para pagar parcelas extras do Bolsa Família diante de um imprevisto (boato) como o que aconteceu?

5) Se tinha tanta agilidade assim, para rechear os caixas de 12 estados, será que "previu" ou sabia que isso iria acontecer?

6) Quem teria possibilidade de se comunicar com os bolsistas senão o próprio governo que tem os cadastros e os prefeitos de municípios?

Acredito que qualquer bancário sabe que o numerário na tesouraria ao final do dia é recolhido aos cofres do Banco do Brasil.

Como a CEF tinha esse dinheiro nas agências?

Como os funcionários da CEF estariam no trabalho sem prévio aviso?

Esquisito, muito esquisito, suspeita não, certeza de armadilha petralha.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cabral continua fazendo pressão por um único palanque,

O Governador tem receio de não eleger seus dois candidatos.

Cabral, que foi Moreira quando era Arena, perdeu como candidato a deputado estadual como tucano. Voltando a se candidatar, se elegeu ainda como tucano a deputado estadual. Em seguida, se candidatou a prefeito como tucano e perde as eleições, chegando em quarto lugar.

Com mão de ferro, Cabral presidiu a Assembleia Legislativa, não dando trabalho aos mandatos de Garotinho e Rosinha, que, agradecidos, o elegeram senador pelo PMDB e prejudicaram pela primeira vez as intenções de Jorge Piccianni, hoje presidente do PMDB do Rio e protetor de Cabral . Em 2006, Cabral apoiou Geraldo Alckmin à Presidência contra Lula no 1º turno, pois Lula não era apoiado por Garotinho. No 2º turno, comas pesquisas de opinião dando larga vantagem a Lula. Constrangido, Cabral foi apoiá-lo.

Já se preparando para seu segundo mandato, com Dilma folgadamente na frente das pesquisas para Presidência da República, Cabral viu que precisava dela para se reeleger. Lançou Piccianni ao Senado e prejudicava a vontade do PT, comandado por Wladimir Palmeira, que não aceitava apoiar Cabral e queria a candidatura de Lindbergh Farias.

Dois anos antes, o PT já tinha passado pelo constrangimento de ver seu candidato natural a prefeito, Alessandro Molon, ser obrigado a retirar sua candidatura. Incialmente apoiado por Cabral, Molon foi defenestrado por Cabral – que o havia lançado e apoiado – por pressão de alguns “políticos” e lançar Eduardo Paes .

Com palanque único para se reeleger, Cabral enfrentou um problema que era reeleger Jorge Piccianni, pois nunca concordou em apoiar Crivella e Lindbergh Farias Piccianni não tinha a simpatia de Lula e nem de Dilma. Eleitos com mais de 7,5 milhões de votos, Lindbergh Farias e Crivella tornaram-se senadores por suas próprias forças.

O PT do Rio, hoje, não admite transigir com a candidatura de Lindbergh Farias até porque sabe o quanto foi duro o sofrimento, durante o processo do mensalão, com a virulência e a valentia de Eduardo Paes, que não poupou nem Lula. Lindbergh Farias com trajetória de esquerda desde o movimento estudantil, já apoiava e continuou apoiando Lula.

Um palanque duplo para Cabral nas próximas eleições poderá fazer com que ele corra dois riscos ao mesmo tempo: o de não eleger seus candidatos ao Governo do Rio, Luiz Fernando Pezão, e ao Senado, Jorge Piccianni. ( JB )

Explosões em depósito de combustível em área residencial no Rio de Janeiro.

Quem autorizou a instalação de um depósito de combustível em área residencial como essa? Por que as autoridades não fiscalizaram e fecharam esse deepósito? Há poucos meses, tivemos a tragédia em Santa Maria, quando 242 jovens morreram por falta de fiscalização e de atuação eficaz do Poder Público. Na época, fizeram muitas promessas de acompanhamento, interdições etc. O tempo passou e nada de concreto em defesa da população. Quem mora no local ficou em pânico. E houve morte. Até quando?...

                        Incêndio atinge depósito de combustíveis em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

A Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, confirmou a morte de uma pessoa devido ao incêndio de grandes proporções que atinge um depósito de combustíveis e lubrificantes da Petrogold, próximo à Rodovia Rio-Teresópolis (BR-116), nesta quinta-feira (23). Mais sete pessoas ficaram feridas e foram atendidas no Hospital Adão Pereira Nunes.

Segundo eles, o morto seria um funcionário da empresa Petrogold, identificado como Gelson da Silva Ferreira, 43 anos, e chegou a ser levado para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas morreu na unidade. A secretaria estadual de Saúde confirmou que a vítima chegou ao hospital com 90% do corpo queimado.

Além da vítima, a direção do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes informou que prestou atendimento a sete vítimas do incêndio. Destas, quatro homens e duas mulheres, que foram atendidos, já receberam alta. Um homem, de 21 anos, deu entrada na unidade mas saiu à revelia.

O fogo, que começou por volta das 11h, se espalhou por todo o quarteirão, consumindo casas vizinhas após uma grande explosão às 12h30. O Coronel Ronaldo Alcântara, comandante da operação do Corpo de Bombeiros em Caxias disse que o fogo foi controlado às 15h30. De acordo com o Coronel, ainda há chamas no local, porque ainda tem combustível líquido nos tanques que precisam queimar. No depósito tinham dois tanques com gasolina, dois com álcool, um com diesel e outro com água.

Segundo o coronel, muitos animais domésticos morreram, pois estavam presos nas casas do entorno. Sobre as três casas pegaram fogo, o coronel acredita que a causa foi o calor. A maior dificuldade, de acordo com ele, foi isolar a área e afastar as pessoas.

No local, a temperatura passou de mil graus. O calor que irradiou pra rua chegou a aproximadamente 600 graus.

Uma área de aproximadamente quatro quarteirões ao redor do depósito foi isolada, de acordo com a Defesa Civil do Rio de Janeiro. A previsão é que de que, até o fim do dia, 80% dos moradores retornem para suas residências. A Polícia Militar e a Guarda Municipal fazem a segurança para evitar a invasão das residências.

Os bombeiros acionaram cinco quartéis: Grupamento Operacional com Produtos Perigosos, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Irajá e Caju. Além de várias residências, na região há, pelo menos, uma escola municipal, da qual um grupo de cerca de 10 crianças foi retirado.

Por volta das 12h, as chamas podiam ser vistas a quilômetros de distância e assustavam os moradores da Vila Maria Helena. Os bombeiros informaram que a área era resfriada para que as chamas não se alastrassem. O combate ao fogo propriamente dito, no entanto, só deve começar após o combustível armazenado ser consumido.

Segundo a Defesa Civil estadual, a área foi esvaziada pela Defesa Civil municipal de Caixas para a segurança dos moradores e mais agentes do estado seguiam para auxiliar as equipes.

Inea x ANP

Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Petrogold não tem licença ambiental do estado para funcionar. A única licença era do município de Caxias, de 2009. Segundo o Inea, o município não tem autonomia para conceder esse tipo de licença.

Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP), informou que a empresa atuava de forma regular. De acordo com a ANP, a "Petrogold tem autorização de operação 179, publicada no Diário Oficial da União em 07 de abril de 2009. Por ocasião da outorga a empresa apresentou todos os documentos exigidos pelas Portarias ANP Nºs 29 e 202 de 1999, incluindo o alvará de funcionamento da Prefeitura de Duque de Caxias, o certificado de vistoria de Corpo de Bombeiros e a licença de operação ambiental, todos dentro do prazo de validade. A empresa foi fiscalizada pela ANP quatro vezes este ano, desde janeiro e não foram encontradas irregularidades."



 

Ué! O Alemão não está " Pacificado"? Qua! Qua! Qua!...

Traficantes fecham comércio e escolas no Complexo do Alemão


Represália de bandidos à morte de um homem de 29 anos paralisa atendimento em posto do Bolsa Família. Lojas estão fechadas também na Vila Cruzeiro

Policiais de prontidão no Complexo do Alemão, onde o comércio, escolas e serviços públicos foram interrompidos esta manhã por ordem de traficantes (Ag. O Globo)

Moradores do Complexo do Alemão voltaram a assistir, na manhã desta quinta-feira, a uma demonstração de poder dos traficantes de drogas. Ocupado pela polícia desde dezembro de 2010, o conjunto de favelas amanheceu com comércio e escolas fechados em várias áreas. A ordem para fechar portas teria partido de traficantes de drogas, em represália à morte de um bandido. O problema atinge também parte da Vila Cruzeiro, favela próxima ao Alemão.

Comandante do programa de Unidades de Polícia Pacificadora, o coronel Paulo Henrique afirmou, na manhã desta quinta-feira, que o fechamento do comércio é um “descontentamento” dos traficantes com a ação da polícia. Para os moradores, no entanto, a leitura é de que os bandidos continuam dando as cartas, apesar da presença de policiais e da construção de unidades da PM naquela área.

Além de lojas e escolas, os bandidos conseguiram interromper também o funcionamento de um posto de cadastramento do programa Bolsa Família, que funciona a poucos metros de uma das estações do teleférico do Alemão – ponto que passou a receber visitantes e a integrar o conjunto de novos cartões postais do Rio, após a chegada das UPPs.

Confronto – O episódio que motivou a reação dos traficantes foi a morte de um homem de 29 anos, identificado como Anderson Simplício de Mendonça, conhecido como “Orelha”. De acordo com a 22ª DP (Penha), o caso ocorreu na noite de quarta-feira e foi registrado como “homicídio decorrente de intervenção policial”. Segundo a Polícia Civil, Anderson tinha dois mandados de prisão pendente pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O suspeito foi encontrado, segundo a polícia, com um revólver calibre 38 e oito munições calibre 38. “No local, os PMs arrecadaram dois carregadores para fuzil calibre 762 e vinte munições para o mesmo calibre. Familiares de Anderson e testemunhas estão sendo intimadas para prestar depoimento. Agentes da 22ª DP estão realizando diligência para identificar os outros traficantes”, diz uma nota enviada pela Polícia Civil.

Matança de milhares de cavalos na Austrália por falta de alimento para os animais.


Austrália inicia plano para eliminar milhares de cavalos selvagens. Como passam fome, governo diz que devem morrer para sofrer menos. Animais são considerados problema ambiental que afeta espécies nativas.

Cavalo selvagem esfomeado no interior australiano. A foto foi tirada nos últimos seis meses (Foto: Central Land Council/AFP)Cavalo selvagem esfomeado no interior australiano. A foto foi tirada nos últimos seis meses

A Austrália começou, nesta quarta-feira (22), no Outback, interior remoto e árido do país, a sacrificar milhares de cavalos selvagens, segundo as autoridades, pois os animais estão morrendo de fome e sede, e representam um problema ambiental, noticiou a TV pública do país.

As autoridades ordenaram a evacuação de uma região 300 km a sudoeste da cidade de Alice Springs para começar o sacrifício, que poderá eliminar 10 mil animais, segundo a emissora ABC.

Um porta-voz do Central Land Council, o conselho local que representa os interesses dos aborígenes e coordena a operação, não quis confirmar a informação à AFP.
No início do mês, o anúncio do sacrifício gerou críticas de várias organizações ambientalistas australianas.

Segundo as autoridades, os animais selvagens que vivem na região (cavalos, mas também burros e camelos) estão morrendo às centenas por falta de água e comida e precisam ser sacrificados para diminuir seu sofrimento, mas também por razões ambientais, porque suas carcaças contaminam as fontes de água utilizadas por outras espécies.

Os animais serão sacrificados com tiros disparados de helicópteros e a operação, financiada pelo governo, será realizada até o mês de junho, acrescentou o conselho aborígine.

"Ninguém quer vê-los sofrer, sobretudo os proprietários tradicionais da terra, que amam muito os cavalos, mas têm consciência das terríveis consequências de ter uma população descontrolada", disse o diretor do Central Land Council, David Ross, no começo deste mês.
Segundo Ross, o abate a partir de helicópteros é a forma mais humanitária de sacrificar os animais porque estão dispersos ao longo de milhares de quilômetros quadrados e não podem ser agrupados para serem levados a um matadouro.

Estes cavalos descendem dos cavalos Waler, criados quando a Austrália era colônia britânica, para servir ao Exército do Reino Unido na Índia. Mais tarde, foram usados pelo Exército australiano na Primeira Guerra Mundial.

Carcaças de cavalos perto de um local com água (Foto: Central Land Council/AFP)Carcaças de cavalos perto de um local com água (Foto: Central Land Council/AFP)


 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Brasil, um País de TOLOS. É o que deveria dizer o slogan da propaganda oficial do governo.

Bebê de assentamento morre desnutrido no ES.

Um bebê de 40 dias de vida morreu de desnutrição grave, em Pancas, no Noroeste do Espírito Santo, segundo a certidão de óbito. A criança e a mãe moravam em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde "viviam em condições precárias", afirmou a mãe. Ela conta que, após a falta de ajuda da comunidade, o bebê deu entrada no hospital de Colatina, nesta terça-feira (21), quando foi constatado o quadro. O Incra informou que o nome da mãe não consta como assentada.

O menino nasceu com 3,620 quilos, mas 40 dias depois, devido à falta de ingestão de alimentos, chegou ao hospital pesando dois quilos. De acordo com a enfermeira Maristela Luppi, não há como negar o quadro de desnutrição da criança. "Foi falta de comida, alimentação, leite adequado e cuidados familiares", falou a enfermeira que cuidou do caso.

Moradora de um assentamento do Incra, a mãe do bebê apontou a situação precária em que vive como uma possível causa da morte. "Nós passamos fome. Não temos energia, fazemos tudo no escuro e usamos só lamparina", disse Rafaela Correa, que alegou não ter recebido ajuda da comunidade onde mora.

A gravidade do caso deixou a enfermeira indignada. "Você se sente impotente. Ainda mais para nós, que temos toda uma estrutura familiar de vida, de saúde. A gente sabe que a coisa está boa, que o governo tem feito tanto, mas deixa uma criança dessa forma. Não dá para entender", lamentou Maristela.
                                                        Este é o laudo.




Há 6 meses sem RioCard, alunos da rede estadual pedem carona para ir ao colégio.

Sem o cartão de passagem que dá acesso gratuito aos estudantes nos ônibus do estado do Rio de Janeiro, uma parcela da rede estadual de ensino só consegue ir e voltar do colégio pedindo carona aos motoristas. O problema, segundo os jovens, é que muitos condutores se negam a deixá-los, mesmo uniformizados, entrarem pela porta traseira. A maioria cobra passagem.

No Colégio Estadual Vilma Atanázio, em Campo Grande, na Zona Oeste, e também no Colégio Estadual Presidente Dutra, localizado em Seropédica, na Baixada Fluminense, os alunos contam que receberam informações da Secretaria estadual de Educação (Seeduc) de que o material para confeccionar o cartão estava em falta.

Procurada para esclarecer o problema ao longo da semana passada, a Secretaria informou que a questão estaria sanada até o última sexta-feira (17). Nada foi resolvido. Nesta terça (21), a Seeduc fez nova promessa: os cartões devem ficar prontos até o fim deste mês. Faltam apenas dez dias para o mês acabar.

Sobre a falta de material para fazer o cartão de passagem, a Seeduc informou que não contava com o serviço da Riocard nem da Fetranspor. A própria Seeduc tinha a responsabilidade de fabricar os cartões. No entanto houve mau uso da matéria-prima e o material comprado foi usado para confeccionar carteirinhas de estudante. O que chama atenção é que a Seeduc não fabrica carteirinhas de estudante com tal plástico. ( JB )



terça-feira, 21 de maio de 2013

A farra do aluguel de carros com dinheiro público.

Pezão ganha dois carrões mês que vem para pisar fundo.

Dois carros blindados com tração integral, alugados no valor de R$ 261, 6 mil por ano, o que corresponde a cerca de R$ 22 mil por mês, estarão à disposição do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, a partir do próximo mês, para o seu deslocamento da residência no Leblon, um dos bairros mais caros da cidade, para outros diversos locais de seus compromissos. O valor pago mensalmente corresponde ao preço de um carro popular zero quilômetro.

A escolha do modelo dos carros, muito utilizado em competições de rally, pode ser considerada um exagero, tanto pelo custo quanto pelos modelos e equipamentos, como blindagem, numa clara demonstração de que o governo não confia na sua própria política de segurança. De acordo com as exigências da licitação, os carros deverão ter ar-condicionado com controle de temperatura, bancos revestidos de couro, som digital, entre outras mordomias.

Pezão ganha dois carrões no mês de junho para pisar fundo Pezão é um político que não tem inimigos, nem é envolvido com violência, o que não justifica a utilização de um carro blindado. Além disso, os carros usados por autoridades sempre são acompanhados de escolta. No entanto, por telefone, a assessoria do vice-governador explicou que a blindagem e a escolha do veículo foram feitas por “questão de segurança”.

Ainda de acordo com a assessoria, “a licitação tem a finalidade de substituir os dois veículos utilitários blindados atualmente à disposição do vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Estado, e cujo contrato de aluguel se encerrará em breve".

Conforme também explica a instituição, "são dois veículos porque um deles serve como reserva em caso de qualquer problema". Sobre o erro na justificativa para o aluguel dos blindados esportivos, inscrito no edital de licitação, em que consta o fato de Pezão ser secretário de Obras, o que o levaria a visitar empreendimentos com frequência, e muitas vezes no interior, quando na verdade, a pasta, é comandada por Hudson Braga, o governo se justificou:

“Por engano, no aviso de licitação, em vez de 'coordenador de Infraestrutura', foi atribuído ao vice-governador o cargo de 'secretário de Obras', o que será corrigido em nova publicação. De qualquer forma, cabe lembrar que, como coordenador de Infraestrutura, o vice-governador é o responsável por várias obras executadas pelo Governo do Estado em todos os municípios fluminenses. Ele tem duas residências, uma no Leblon e outra na cidade de Piraí, no interior do estado.", finaliza a nota.

No telefone, o assessor do político alegou também que “o valor de R$ 261, 6 corresponde aos dois carros e que este é até onde poderá chegar, já que haverá o pregão e a concorrência das empresas, podendo ainda baixar este preço”. ( JB)


A Nova versão da Bomba do Riocentro.

Ontem, na TV, a " moça" que comanda o País atacou a Oposição,  atribuindo-lhe a responsabilidade pelo boato que atingiu vários Estados da Federação e que propagou a notícia do  fim do programa bolsa-família. Sua fala evidenciou, com seus gritos diante das câmeras e dos microfones, uma conotação político-eleitoreira, como se estivesse em campanha. Chegou a atribuir ao seu partido a criação do tal programa que, como todos os bem informados sabem, originou-se do grupo político que antecedeu a esse no comando da Nação Brasileira. Foi uma fala pouco convincente. Boatos como esse podem ser plantados até por gente do próprio governo com intenções diversas. E a história nos mostra alguns.

Em 1937, o governo de Getúlio Vargas criou um documento que continha um suposto plano para a tomada do poder pelos comunistas, o chamado Plano Cohen. Desse falso plano, constavam várias ações como incêndios de casas da população, invasão de terras e outros procedimentos que desestabilizariam o governo. Com base nessa mentira, Getúlio decretou Estado de Guerra, perseguiu opositores e implantou o Estado Novo, regime ditatorial que durou até 1945. A estratégia foi colocar a culpa nos " comunistas" e, com isso, ganhar o apoio popular. O próprio general que havia montado o " esquema" revelou, mais tarde, a falsidade do documento apresentado à Nação como deculpa para as medidas repressivas.

Em 1968, um Brigadeiro da Aeronáutica elaborou um plano secreto de ações terroristas, entre elas a explosão do Gasômetro, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, com a intenção de atribuir a autoria das mesmas a movimentos de " esquerda" e justificar o aprofundamento das repressões da Ditadura Militar, instalada no Brasil em 1964. Mas, um militar "abortou" a missão macabra.

Em 30 de abril de 1981, quando se realizava um show do Dia dos Trabalhadores, no Riocentro, bombas seriam "plantadas" por um sargento e um capitão, com o intuito de provocar mortes e pânico e colocar a culpa em grupos opositores ao Regime Militar que estava em franco processo de "reabertura democrática". E, assim, a repressão voltaria. O plano falhou, porque a bomba explodiu no colo do sargento, matando-o.

Agora, vem a nova versão da Bomba do Riocentro. O boato do bolsa-família gerou pânico e trouxe agitação e insegurança. No dia seguinte, como fez Getúlio, aparece a autoridade do governo federal para dar uma de protetora dos desamparados e colocar a culpa na Oposição. Isso tem cheiro de ter origem no próprio Governo. Como disseram que a Polícia Federal vai apurar, esperamos que os culpados, se é que eles existem, apareçam. Mas que mais parece golpe, parece. Quem viver verá.      

Boatos como esse do Bolsa-Família podem ser " plantados" por gentes do próprio governo.

O melhor exemplo de nossa história é o que aconteceu para justificar a Ditadura Vargas em 1937 e conhecido como Plano Cohen.

O Plano Cohen foi um documento revelado pelo governo brasileiro onde continha um suposto plano para a tomada do poder pelos comunistas.No dia 30 de setembro de 1937, o general Góes Monteiro chefe do Estado-Maior do Exército brasileiro, noticiou, através do programa radiofônico Hora do Brasil, a descoberta de um plano cujo objetivo era derrubar o presidente Getúlio Vargas. Segundo o general, o Plano Cohen, como passou a ser chamado, tinha sido arquitetado, em conjunto, pelo Partido Comunista Brasileiro e por organizações comunistas internacionais.

O plano, supostamente apreendido pelas Forças Armadas, anunciava uma nova insurreição armada, semelhante à Intentona de 1935. A invasão comunista previa a agitação de operários e estudantes, a liberdade de presos políticos, o incêndio de casas e prédios públicos, manifestações populares que terminariam em saques e depredações, além da eliminação de autoridades civis e militares que se opusessem à tomada do poder.

Diante da suposta "ameaça vermelha", Getúlio Vargas solicitou ao Congresso Nacional a decretação do Estado de Guerra, concedido naquele mesmo 1º de outubro e, em seguida, usando dos poderes que esse instrumento lhe atribuía, deu início a uma intensa perseguição aos comunistas e também a opositores políticos, como o governador gaúcho Flores da Cunha, último grande obstáculo ao seu projeto autoritário. No dia 10 de novembro, a ditadura do Estado Novo foi implantada.

Algumas semanas depois, com o apoio de várias lideranças nacionais, com as quais havia se aliado desde a revelação do Plano Cohen, Getúlio autorizou o Exército a cercar o Congresso Nacional, no Rio de Janeiro. À noite, em pronunciamento ao país, o presidente anunciou a outorga da nova Constituição. Começava, assim, o período da Era Vargas, conhecido como Estado Novo, que terminaria apenas em 1945, com o afastamento de Vargas da presidência.

Anos mais tarde, porém, ficaria comprovado que o documento foi falsificado com a intenção de justificar a instauração da ditadura do Estado Novo, em novembro de 1937.

Em 1945, com o Estado Novo já em crise, o general Góes Monteiro isentando-se de qualquer culpa no caso, revelou que o Plano Cohen não passara de uma fraude produzida oito anos antes, para justificar a permanência de Vargas no poder e reprimir qualquer tipo de ameaça comunista. Para garantir mais veracidade ao plano, a cúpula militar responsável pela "descoberta" do documento deu-lhe o nome de Cohen, numa referência ao líder comunista Bela Cohen, que governara a Hungria entre março e julho de 1919.

De acordo com o general Góes o documento, tinha sido escrito pelo capitão Olímpio Mourão Filho, na época, chefe do Serviço Secreto da Ação Integralista Brasileira (AIB), partido de apoio ao governo Vargas. Mourão Filho, por sua vez, admitiu ter elaborado o documento, a pedido de Plínio Salgado, dirigente da AIB, afirmando, porém, tratar-se de uma simulação de insurreição comunista, apenas para efeito de estudos e utilizado exclusivamente no âmbito interno da AIB. No entanto, uma cópia do documento chegou ao conhecimento da cúpula das Forças Armadas, que, através do general Góes Monteiro, anunciou o Plano Cohen como uma ameaça iminente.

A revelação da farsa acabou colocando frente a frente às diferentes versões para o episódio. Segundo o capitão Mourão, Góes Monteiro, teve acesso ao documento através do general Álvaro Mariante, e dele se apropriou indevidamente. Mourão por sua vez, justificou seu silêncio diante da fraude em razão da disciplina militar a que estava obrigado. Já Plínio Salgado, líder maior da AIB, que participara ativamente dos preparativos do golpe de 1937 e que, para apoiar a decretação do Estado Novo, retirara sua candidatura presidencial, afirmaria mais tarde que não denunciou a fraude pelo temor de desmoralizar as Forças Armadas, única instituição, segundo ele, capaz de conter o "perigo vermelho".

Os pinóquios " mensaleiros " querem denegrir a imagem do Ministro Joaquim Barbosa.

A turma que defende o governo dos "mensaleiros" vem usando a estratégia de tentar colocar, na opinião pública, a ideia de que o Ministro do STF, Joaquim Barbosa, está sendo usado pela " Direita", com o objetivo de atacar o " pessoal " que há dez anos se encastelou no Poder em Brasília.

Preliminarmente, é importante ressaltar que o Ministro é um homem competente, brilhante e que transmite credibilidade, tanto na sua fala quanto nas suas atitudes e tem sido coerente nas decisões que toma no exercício de sua função, não compactuando com os " criminosos " que, hoje, arrasam esse País, sejam eles do poder Executivo, do poder Legislativo ou do poder Judiciário.

Ele tem dito o que todo mundo sabe, o que muitos escrevem em seus artigos nos blogs e nas redes sociais; o que comentam nos botecos, nas igrejas e nos salões de beleza. Mas, o que incomoda essa gente que se sente ofendida, embora eles não tenham um pingo de vergonha na cara, é que os depoimentos de Barbosa repercutem nacional e internacionalmente.

Ele vocaliza o pensamento de quem ainda não foi " comprado " por esses mercadores da política e pelos visitantes do submundo da política e que estão indignados por não serem alienados nem se conformarem com as " negociatas" que aprofundam a injustiça social no Brasil.

A tentativa de denegrir a imagem do Ministro não terá eficácia, porque não há, no Brasil, nos dias de hoje, " Esquerda" para ser atacada. Como Joaquim barbosa poderia atacar o que não existe ? Com a investidura dos " mensaleiros" no Poder, acabou o que se chamava de " Esquerda", ou seja, os movimentos estudantis foram cooptados por eles por cifras inimagináveis e pela participação em cargos comissionados do Governo.

Os partidos políticos, através de parlamentares corruptíveis e corrputos, se submeteram ao Executivo pelas práticas denunciadas em 2005 e que estão sendo usadas até hoje; a Mídia está refém dessa " turma" por conta dos empréstimos para pagar suas dívidas e pelos perdões fiscais; os artistas recebem um " troco" para realização de show e calam a boca ou fazem o que " seu mestre mandar". Tudo está dominado!

Quem, então, faz OPOSIÇÃO aos " mensaleiros "? Ou será que esses corruptos se consideram de " Esquerda"? É piada, não? Se fossem de " Esquerda " não privatizariam tantos serviços e bens públicos como têm feito ; se fossem de esquerda, os bancos e demais instituições financeiras e os megaempresários não alcançariam os lucros estratosféricos que têm auferido nos últimos dez anos; se fossem de esquerda, não teriam " negociado " parcerias com MALUF, SARNEY, COLLOR, ACM ( já falecido) e RENAN CALHEIROS, sabidamente políticos de " DIREITA".

Se fossem de " Esquerda" não colocariam em seu ministério Afif ( Vice de São Paulo ), representante notório do conservadorismo brasileiro.

Parem com essa conversa para boi dormir. Usem argumentos mais consistentes para continuar iludindo os " inocentes" que ainda acreditam em suas falácias. Mas deixem o Ministro orientar o POVO.  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Joaquim Barbosa critica Congresso e diz que partidos brasileiros são de mentirinha.

Presidente do Supremo diz que população não se sente representada pela Câmara e defende adoção de voto distrital.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou duramente a atuação do Congresso Nacional nesta segunda-feira, em palestra dada a estudantes de Direito de uma faculdade privada em Brasília. Segundo o ministro, o Congresso é dominado pelo Executivo e se notabiliza por sua ineficiência e incapacidade de deliberar. Afirmou ainda que os partidos no Brasil são de mentirinha, sem preocupação programática, e que seus líderes querem apenas o poder pelo poder. Disse também que a Câmara é composta em grande parte por parlamentares que não representam a população.

— O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o poder executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar — disse ele, lembrando que a maioria das leis aprovadas são de autoria do Executivo.

O ministro também foi duro com os partidos:

- Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo — disse Barbosa.

Para o ministro, um dos problemas da representação política brasileira é o sistema proporcional usado para eleger os deputados. Por esse sistema, os votos de todos os candidatos de um partido ou coligação são somados. A partir daí, calcula-se a quantidade de vagas que esse partido ou coligação tem direito. Assim, um candidato bem votado ajuda a eleger outros. E mesmo os votos dos que não são eleitos entram nessa conta e também ajudam o partido a conquistar mais cadeiras na Câmara. Para o ministro, esse sistema — em que o eleitor escolhe um candidato, mas contribui para a eleição de outro — faz com que a população não se sinta representada. A solução seria a adoção do sistema distrital, dividindo o país em vários distritos. Cada distrito elegeria apenas o candidato mais votado.

— O poder legislativo, especialmente a Câmara dos Deputados, é composto em grande parte por representantes pelos quais não nos sentimos representados, por causa do sistema eleitoral que não contribui para que tenhamos uma representação clara, legítima. Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados.

Para o ministro, o sistema distrital traria mais qualidade ao Parlamento.

— O sistema distrital permitiria uma qualificação do Congresso Nacional. Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara — criticou o presidente do STF.

Segundo o ministro, o Congresso não cumpre o papel de fazer a reforma do sistema político.

— Não cabe ao STF por decisões judiciais individuais reformar o sistema político. Esta é uma atribuição magna do Congresso Nacional, que infelizmente vem sendo postergada —disse o ministro.

Não foi apenas a Câmara que mereceu críticas do ministro. Ele também foi duro com o Senado Federal, dando como exemplo a votação da medida provisória (MP) dos portos. Na semana passada, após longos debates na Câmara, o Senado levou poucas horas para apreciar a matéria.

— Os excessos da Câmara dos Deputados podem ser controlados pelo Senado Federal. Ou seja, o Senado Federal, como é um órgão composto por pessoas mais idosas, experientes, em geral ex-governadores, poderia controlar, conter os excessos e saliências da Câmara dos Deputados. Mas olha, nós tivemos na semana passada um contraexemplo disso. Uma medida provisória de extrema urgência. Teve seu tempo de exame de deliberação esgotado na Câmara até o último dia. E o Senado só teve algumas horas para se debruçar sobre aquele o texto. Daí se vê a dificuldade de configuração desse controle do Senado sobre a Câmara dos Deputados na nossa experiência — afirmou Barbosa.

O ministro também voltou a criticar a proposta de emenda constitucional (PEC) 33, que tramita no Congresso. A proposta dá ao Parlamento a palavra final sobre algumas decisões do STF, como a de declarar a inconstitucionalidade de emendas à Carta Magna. Para o ministro, a PEC não é um meio legítimo de exercer o sistema de pesos e contrapesos, em que um poder controla os excessos do outro.

— Evidentemente que não são meios de consolidar o sistema de freios e contrapesos. São sim reações á decisões do STF. Se levadas adiante essas tentativas, nós teríamos destruído a Constituição brasileira, todo mecanismo de controle de constitucional que o Supremo exerce sobre as leis. Significaria o fim da Constituição de 88. Eliminaria o controle judicial — disse o ministro.( Fonte: Globo.com)

TCM recomenda suspensão da construção da Transolímpica.

Previsto para ser concluído ainda daqui a dois anos, o corredor de ônibus Transolímpica — que ligará a Barra a Deodoro — já é alvo de laudo apontando desequilíbrio físico-financeiro na obra. É essa a conclusão prévia de relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM). Visitas feitas por técnicos do órgão de fiscalização revelam que os serviços executados em trecho da via na área de Sulacap correspondem, no máximo, a cerca de 40% do valor total pago pelo segmento, de R$ 71 milhões.

                                                  Canteiro de obras da Transolímpica na Barra:

Pelo cálculo aproximado feito à época do relatório, é como se apenas R$ 30 milhões tivessem de fato se transformado em obra. O dinheiro foi pago em parcelas entre maio e setembro. “Não poderia ter havido o desembolso dos subsídios sem que tivessem sido realizados os correspondentes serviços de engenharia. Recomendamos que não sejam mais efetuados quaisquer pagamentos até que o equilíbrio físico-financeiro da obra seja restabelecido”, diz um trecho do relatório.

A Secretaria Municipal de Obras informou que o pagamento não é feito considerando trechos da via. “Este pagamento citado se refere ao subsídio, e a secretaria já solicitou a adequação do cronograma para desembolso. A Transolímpica é uma concessão precedida por obra pública, e a obrigação é de percentual de obra anual atendida, não mensal”.

A via expressa terá 23 quilômetros e está orçada em R$ 1,6 bilhão. O financiamento será em parceria com a iniciativa privada, através de concessão, que dará o direito de construção, manutenção e operação por 35 anos. O valor do pedágio será o mesmo da Linha Amarela. Atualmente, a tarifa é de R$ 5 para carros de passeio e R$ 2 para motos.

Via cortará nove bairros e fará integração com trens.

A Transolímpica terá no total 26 pontes e viadutos, além de dois túneis: Engenho Velho e Boiúna. A cobrança do pedágio será feita numa praça instalada entre a Avenida Marechal Fontenelle, em Sulacap, e o Túnel do Engenho Velho, no Maciço da Pedra Branca.

A via expressa não terá sinais de trânsito em seu trajeto e fará ligação com a Transcarioca, na Taquara, e com a Transoeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de se interligar a outros modais, com os trens da SuperVia no bairro de Deodoro.
O corredor cortará os bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Camorim, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Vila Militar e Deodoro, podendo ser uma opção à Linha Amarela para quem vive na Baixada Fluminense e nas regiões próximas à Avenida Brasil.

A previsão da prefeitura é que cerca de cem mil pessoas sejam beneficiadas com o BRT Transolímpica. A expectativa é a de que 55 mil veículos por dia circulem pelo corredor, podendo chegar a 90 mil por dia sem necessidade de obra ou projeto de ampliação.(O Dia)