quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Chuvas expõem incompetência e má gestão no Rio de Janeiro.

Durante todo o período sem chuvas, a verdade ficou camuflada. Bastou, entretanto, uma chuva de média intensidade ( e previsível), para que o caos se instalasse, denunciando toda a fragilidade administrativa dos governantes do Rio, no que concerne às medidas preventivas que deveriam ter sido adotadas, a fim de reduzir o sofrimento da população.

Com meia hora de precipitação pluvial, as águas se acumularam pelas vias públicas que se transformaram em córregos e verdadeiros rios, arrastando lixo, impedindo o trânsito de pessoas e de veículos, paralisando o transporte por linha férrea e tudo mais.

Nesse instante, verificamos que os bueiros e as galerias não tiveram manutenção e que a sua desobstrução para o fluxo de águas pluviais não ocorre há muito tempo; que o desassoreamento de rios não foi feito e, dessa forma, não há como escoar toda a massa de água que caiu, porque as vias para tal estão sem o devido cuidado por quem de direito.

A par disso, a energia elétrica entrou em colapso; elevadores pararam; os trens da Supervia paralisaram suas atividades e, como a chuva caiu no final da tarde ( como de hábito em nossa cidade), coincidiu com o grande fluxo de pessoas que se movimentavam do trabalho ( centro da cidade) para os diversos bairros.

Com os trens e metrô parados, ruas alagadas e ônibus sem condição de circular, o tempo de retorno a casa aumentou e o stress tomou conta de todos os usuários. Atingiu, também, é claro, quem estava em seu carro. Toda a cidade entrou em colapso.

O que aconteceu no dia 26/02/2013, não é mais do que uma repetição do filme que já vimos. E, certamente, ainda veremos por algum tempo. Mas sabe a razão pela qual isso acontece? Limpar galerias pluviais, cuidar dos cursos dos rios e prevenir o abastecimento de energia não dão votos.

O que dá voto, e também muito dinheiro para os " parceiros", são as megaobras. Enquanto a população pena com o trânsito louco, muitas vezes provocado pelos desvios e interdições de ruas e avenidas para construções, sempre ouvindo o falso discurso de que haverá um benefício futuro que é inatingível, os megamepresários da construção civil engordam suas contas bancárias, bem como alguns políticos parceiros dos mesmos.

Além das inúmeras escavações e obras pela cidade, há as intervenções constantes de concessionárias como Light, Cedae e empresas de telefonia que abrem buracos, mas não os fecham ou os fecham pela metade. Conclusão; parece que ninguém governa. E se governa, o faz muito mal.

Hoje, assistimos outro caos na área em que vai ser demolida a Perimetral. Até os repórteres da emissora de TV que apoia esse governo declararam que foi insuportável a deslocamento de veículos no local. E, pelas previsões mais otimistas, isso vai durar até o início de 2016.

Serão mais três anos de pessoas infartando, algumas sendo demitidas por chegar ao trabalho com atraso, outras ficando diabéticas pelo aumento do stress e aquelas que retornarão ao seio familiar sem o humor para conversar com seus parentes, tantas as dificuldades que enfrenatrão no trânsito, enquanto quem inventou essa loucura estará em gabiente com ar condicionado e se deslocando pela cidade de helicóptero ou com auxílio de batedores.

No dia em que as tais obras forem inauguradas, já estarão obsoletas pela própria política governamental de aumentar o número de carros com redução de IPI e crédito facilitado , além de priorizar erradamente o transporte por meio de ônibus, quando deveria priorizar METRÔ e TRENS. Mas, como eles enfrentariam o poder dos empresários de ônibus que bancaram suas campanhas e, provavelmente, arcam com mensalinhos?

Com as chuvas, surgem as coleções de águas paradas, criadouros de mosquitos. A dengue está aí. No ano passado (ano eleitoral ), vimos muita propaganda para prevenir a dengue; mas só propaganda. Como quem tinha que se reeleger já obteve o êxito desejado, nesse ano nada vemos de concreto sobre esse tema.

Vamos acompanhar os acontecimentos e avaliar passo a passo.

Bolsa Família paga mais de R$ 1,9 bilhão em fevereiro.

Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está investindo mais de R$ 1,9 bilhão no pagamento de benefícios do Bolsa Família. Esse valor atende a 13.557.535 famílias, com valor médio de R$ 144,87.
O pagamento começou no dia 15 e segue até esta quinta-feira (28). A região com maior transferência de recursos é o Nordeste, que receberá mais de R$ 1 bilhão (52% do total).

Lá são atendidas 6,9 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 148,18. Já o Norte tem o benefício médio mais alto, chegando a R$ 164,47. ( JB)



Bento XVI deixa o Vaticano e encerra seu papado de oito anos.

O papa Bento 16 deixou oficialmente o Vaticano por volta das 17h (13h em Brasília) desta quinta-feira (28), encerrando o seu pontificado de oito anos. A Sede Vacante, período em que a Igreja Católica fica sem papa, terá início às 20h no horário local.


No período, as decisões administrativas do Vaticano ficam sob a responsabilidade do cardeal camerlengo Tarcisio Bertone, que também é secretário de Estado. A data para o conclave que escolherá o sucessor de Bento 16 ainda não foi definida.

Bento 16 foi conduzido de helicóptero até a residência de verão papal em Castel Gandolfo, no sul de Roma --onde permanecerá pelo próximos dois meses antes de se mudar em definitivo para um convento, atualmente em reforma, dentro do Vaticano.

Ao chegar em Castel Gandolfo, o pontífice apareceu na sacada de seu aposento e abençoou a multidão de fiéis presentes.Joseph Ratzinger continuará a ser chamado de Bento 16 e passa a ser tratado com o título de papa emérito.

Seu último ato como papa foi a publicação de um tuíte em que agradece o apoio. "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida", diz a mensagem.

ENTENDA O PROCESSO SUCESSÓRIO DO PAPA

Quando o chefe da Igreja Católica renuncia a sua função ou morre, seu sucessor é eleito pelos cardeais reunidos em conclave na Capela Sistina, onde ficam isolados do mundo exterior.

Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave que se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento 16.

Segundo a última lista do Vaticano, há um total de 115 cardeais aptos a escolher o novo pontífice, já que um deles (Keith O'Brien, da Escócia) renunciou ao cargo e outro (Julius Riyadi Darmaatmadja, da Indonésia) por problemas de saúde não poderá comparecer a eleição.

Para poder votar na escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite.

Despedida

Hoje pela manhã, ao se despedir dos cardeais no Vaticano, Bento 16 disse que oferece ao futuro papa sua "obediência incondicional".

"Entre vocês, do Colédio Cardenalício, está o futuro papa, a quem eu prometo meu respeito incondicional e obediência. Continuarei perto de vocês com orações, especialmente nestes dias [do conclave], para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do papa", afirmou.

Mais uma vez, ele fez referência aos momentos turbulentos do seu papado: "Nestes anos, temos vivido com fé momentos belíssimos de luz radiante no caminho da Igreja, junto a momentos onde as nuvens se condensavam no céu." Joseph Ratzinger é o primeiro pontífice a renunciar em cerca de 600 anos.

A convocação oficial para os cardeais eleitores chegarem a Roma será enviada amanhã pelo Vaticano.



HUGO CHÁVEZ ESTÁ MORTO !

Hugo Chávez está morto, afirma ex-embaixador do Panamá na OEA.
"O presidente Chávez está morto há quatro dias. Ele estava com morte cerebral desde 30 ou 31 de dezembro. Seus filhos decidiram desconectar [os aparelhos]", escreveu em sua conta no microblog.

O advogado desafia o governo da Venezuela a mostrar o presidente vivo. "Desafio o governo não a me questionar - isso ele faz a todo o instante -, mas a mostrar Chávez à Venezuela e ao mundo. Não poderão fazer isso", postou no Twitter.

Horas depois, o ex-embaixador voltou a fazer provocações por meio da rede social. "Seis horas após a notícia sobre a morte de Chávez [ter sido divulgada], ainda não o mostraram vivo. Será que farão isso?", escreveu.
No fim da noite desta quarta, um artigo publicado no site da rede de TV estatal da Venezuela ataca Guillermo Cochez. "O advogado panamenho parece gostar de ser o centro das atenções ao divulgar constantes mentiras", afirma o texto. De acordo com o artigo, foi o ex-embaixador que divulgou há pouco mais de um mês a suposta imagem de Hugo Chávez entubado. A foto foi publicada na capa do jornal espanhol "El País". O periódico acabou paralisando a distribuição da edição do jornal e se retratando do erro.






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mesmo com doadores, falta de médicos impede transplante de rim de crianças.

Foi-se o tempo em que a maior dificuldade para um doente renal crônico era conseguir um doador compatível, capaz de dar-lhe um órgão e uma vida livre das cansativas e doloridas sessões de diálise. Diante da falta de médicos no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que não realiza mais transplantes, pelo menos 900 pessoas aguardam na fila para receber um novo órgão.

Para piorar ainda mais a situação, o Centro estadual de Transplantes, recém-inaugurado, atende apenas adultos. Crianças e adolescentes seguem sem atendimento para transplante. A unidade, inaugurada por Sérgio Cabral na semana passada, recebeu R$ 3 milhões de investimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Marquinhos é uma das crianças que não pode ser transplantada por falta de médicosMãe de Marcos Paulo Barbosa Pinto Junior, de 5 anos, Samira Tavares tem medo do filho morrer antes de conseguir um médico para a realização do transplante. Marquinhos, como o menino é carinhosamente conhecido, já conseguiu um doador - seu próprio pai. O HFB, no entanto, não tem previsão para a cirurgia, já que pelo menos 16 médicos deixaram a unidade federal para trabalhar no Centro de Transplantes em busca de melhores salários oferecidos pelo governo estadual.

"O meu filho merece a vida normal de uma criança de cinco anos. Ele já teve que retirar um rim e uma costela, e também não tem o canal que liga o rim à bexiga. Todo o tratamento vem sendo feito no HFB. É um absurdo o transplante no hospital acabar porque não há médicos para atender. No caso das crianças é ainda pior", reclamou a mãe de Marquinhos.

Depois de receber uma denúncia do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed), o defensor público da União, Daniel Macedo, pretende responsabilizar judicialmente o secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde e o diretor do Hospital Federal de Bonsucesso, Flavio Adolpho, caso alguma criança ou adolescente que consta na fila de transplante morra antes da cirurgia.

"Já oficiei o diretor do hospital e quero saber quantas crianças se encontram nesta situação. Não dá para aguardar atendimento sem saber quando os médicos vão vir para trabalhar no HFB. Qualquer diz desperdiçado pode ser tarde demais", diz Macedo. "Se alguma criança morrer antes do transplante, o Ministério vai ter que ser responsabilizado. ( JB)

Esfirra do Habib`s com besouro.

Advogado encontra besouro em esfirra do Habib's no Rio; empresa havia sido multada há menos de um mês27/02/2013. Após encontrarem o inseto na esfirra, o grupo saiu sem pagar a conta da mesa 


Acompanhado de um grupo de amigos, o advogado Felipe Bacelar foi ao restaurante Habib’s, do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, no último domingo (24). Ao pedir uma esfirra de espinafre, uma de suas amigas encontrou um besouro misturado ao recheio do salgado.

Em sua página no Facebook, o advogado contou o que havia ocorrido, e seu relato foi compartilhado centenas de vezes, acompanhado da foto da comida com o inseto. No que chamou de “Via Crúcis do Consumidor”, Bacelar explicou que ele e o grupo reclamaram e “o trato foi o seguinte: a mesa não paga”. “E assim ficou. Minha amiga que quase comeu o bicho não quis levar isso adiante, e paramos por aí”, relatou.

Procurado, o Habib’s informou que a situação foi resolvida dentro da loja e, caso a empresa tenha que tomar alguma medida corretiva, ela será feita internamente. Em nota enviada ao UOL, o restaurante afirmou também que “procura sempre manter o alto padrão de qualidade em atendimento, higiene, serviços e produtos em todas as lojas, e como empresa franqueadora”.

Esta é a segunda vez que a franquia do Recreio dos Bandeirantes é envolvida em casos de irregularidade em menos de um mês. No início de fevereiro, o restaurante foi multado pela Vigilância Sanitária municipal em R$ 1.207,27 porque a cozinha estava em desacordo com as normas sanitárias impostas pelo órgão. Pela sanção, o Habib's teria direito a 30 dias para se readequar, mas, com o novo caso, pode ser autuado como reincidente e até ter a cozinha interditada. Está prevista uma visita da Vigilância Sanitária ao restaurante nas próximas semanas, para que a cozinha seja novamente avaliada.

De acordo com o advogado, depois de o restaurante ter liberado a conta, ele quis denunciar o estabelecimento e procurou o Procon-RJ, que o direcionou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O órgão, por sua vez, indicou a Vigilância Sanitária municipal como o setor que seria responsável por lidar com a situação.

“Estou fazendo essa denúncia online, que com certeza será a única a atingir seu fim de proteger todos nós de ambientes como aqueles promovidos e vividos no restaurante Habib’s (pelo menos no do Recreio dos Bandeirantes). Espero que você não passe por isso. E, se passar, espero que encontre o inseto inteiro, e nunca pela metade”, escreveu Bacelar em sua página.


              Veja casos de alimentos impróprios para consumo: fotos 18 / 206.fev.2013 -

Tony Hinds, cliente do supermercado Tesco em uma cidade do interior de Kentucky, nos Estados Unidos, encontrou um dente humano dentro de uma linguiça industrializada. Ele fazia cachorro quente para a sua festa de aniversário. Foi sua noiva quem abriu a embalagem e o casal chegou a passar mal quando viu o dente enfiado em uma das linguiças, que estava intacta.

O supermercado negou que o dente humano estivesse na embalagem quando o produto chegou na loja. O produto era da "tesco finest" a linha mais cara da rede de supermercados Reprodução/Mail OnlineSegundo o Procon-RJ, o atendente que fez a ocorrência de Felipe agiu de maneira errada quando transferiu sua ligação à Anvisa.

O órgão se desculpou pelo caso e afirmou que, como responsável pelas relações de consumo, se for procurado novamente pode mandar uma equipe de fiscalização até a loja. Caso sejam encontradas irregularidades, o Habib’s corre o risco de ser advertido ou multado. ( UOL)


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Maus tratos aos animais continuam.

Instituições denunciam maus tratos em hospedaria veterinária no Rio; dois cães já morreram. A cadela Branquinha aparece nesta montagem primeiro com 15 dias de vida, quando foi abrigada na hospedaria Anjo de 4 Patas, no Rio de Janeiro, e depois com cinco meses, após ser retirada do local .


Uma casa de hospedagem para animais da zona norte do Rio de Janeiro é alvo de denúncias de prática de maus tratos contra cães. Cinco pessoas prestaram queixa no último domingo (24) contra a Anjo de 4 Patas na 44ª DP (Inhaúma), que abriu procedimento para investigar o caso. Até esta segunda-feira (25), duas instituições de proteção aos animais denunciavam a morte de dois cães.

Quatro animais foram retirados do local pelos denunciantes, e um laudo veterinário atesta que eles sofreram maus tratos – um deles morreu nesta segunda. Sergundo o laudo pós-morte, ele estava com desidratação, caquexia, prostração e alteração na pressão. Os outros animais também apresentam diversos males, entre eles a infestação de parasitas, sarna, desidratação e magreza extrema.

Os quatro cães foram resgatados no domingo por voluntários do Abrigo João Rosa. Apesar do nome, a instituição apenas recolhe cães abandonados e os leva para tratamento e hospedagem, pagando pelo serviço até que eles consigam a adoção. A Anjos de 4 Patas era uma das opções para hospedar os cães, porque a proprietária já atuou como voluntária do abrigo e estuda veterinária.
“Ela nos impedia de ver os cães, inventava desculpas. Não imaginávamos que isso iria acontecer porque ela [a dona da hospedaria] era nossa voluntária. É bem complicado levar um bicho para ser tratado e achar ele naquele estado”, disse o voluntário Richard Revoredo, do Abrigo João Rosa. ( Fon te : Bol)

PUNIÇÃO ÀS TORCIDAS ORGANIZADAS OU AOS CLUBES DE FUTEBOL?

Não há como punir as torcidas sem punir os clubes. Muitos dirigentes dos clubes grandes, por interesse em se manter no Poder dentro de seus clubes ou por medo e fragilidade, "paparicam" maus torcedores, dando-lhes entradas grátis que, muitas vezes são revendidas. 

As tais torcidas que só se organizam para fazer baderna, antes, durante e depois dos jogos, se acham no direito até de importunar jogadores e técnicos, durante os treinos. A Mídia acha graça disso. É, portanto, conivente. E eu me pergunto: como pode uma pessoa acompanhar seu time em outros Estados e até fora do País , em um dia de semana em que a população trabalha? 

Pelo perfil dos que vemos pela TV, esses torcedores não tem recursos financeiros para viagens toda semana e para compra de sinalizadores e de outros materiais. Quem os abastece? Como sustentam seus familiares e a si mesmos? É claro que são os dirigentes dos clubes. Ao longo dos anos, temos visto a ousadia dos torcedores em promover arruaças até pela Internet, sem uma atitude mais enérgica das autoridades de Segurança Pública.

O número de mortes e de prejuízos ao patrimônio aumenta. Como explicar aquela tal " Avalanche" dos gremistas? E, agora, o homicídio ( mais um ) provocado pelos corintianos na Bolívia? E amanhã, qual será o tipo de desgraça? Dizer que é fatalidade é de causar risos. Fatalidade é um acidente provocado por chuvas intensas, raios e outros sinistros imprevistos ou pouco previsíveis. Mas sinalizador de Marinha matando uma criança em estádio de futebol? 

A punição ao Clube foi branda! Esse caso deveria servir para um basta, punindo o Clube com saída do certame. Só assim os dirigentes tomarão vergonha na cara. Isso vale para todos os clubes de grandes torcidas no Brasil. 

A gente não se importa com isso até que um parente ou um grande amigo morra pelas atitudes criminosas desses malfeitores. Isso não é torcedor; é homicida, pois prepara armas para atingir pessoas inocentes que procuram os estádios de futebol para se divertir.

Tenho minhas desconfianças se, para abrandar a situação dos que estão presos na Bolívia, estão inventando um culpado "menor de idade". Se isso for, o crime será maior.

ABSURDO ! Prova divulga obra de Paes. Isso é inconstitucional !

Questão de matemática usada no ensino fundamental faz referência ao sistema BRT

O escândalo da distribuição do Banco Imobiliário com obras do prefeito Eduardo Paes em escolas públicas trouxe à tona outros práticas educacionais promovendo a atual gestão. No ano passado, uma prova de matemática, aplicada para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, tinha uma questão com o BRT — sistema de ônibus implantado pelo prefeito. O uso do jogo nas salas de aula foi noticiado com exclusividade pelo DIA.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) vai levar esta semana, para o Ministério Público (MP), além da prova que usa o BRT, um exemplar do caderno pedagógico de Matemática deste ano, que trata do resultado eleitoral de 2012 e questiona o aluno sobre quem é o prefeito eleito do Rio.

            Reprodução de prova de matemática: questão faz referência ao sistema de ônibus

“É uma propaganda política clara da gestão atual. Já fizemos algumas denúncias, mas agora queremos que o MP tome alguma medida”, afirmou um dos coordenadores do Sepe, Marcelo Sant’anna.

O Banco Imobiliário Cidade Olímpica trouxe uma onda de questionamentos sobre a verdadeira intenção de se usar o jogo nas salas de aula. A principal preocupação é a influência que a brincadeira tem na formação intelectual das crianças. “É uma proposta tendenciosa, sublimar, que trabalha com o sistema de recompensa e mexe com a estrutura do cérebro. Se a criança ganha o jogo, corre-se o risco de ligar este sucesso ao governante. Se isso ocorre várias vezes, arquiva-se na memória esta associação. No futuro, esta memória vai voltar e trazer à tona esta imagem que foi construída”, afirma Marta Relvas, professora de Neurociência e Educação.

Petição online contra Banco Imobiliário

As críticas ao jogo inspirado em obras da prefeitura motivaram a criação de uma petição no site internacional Avaaz.org, o mesmo que hospeda o pedido de impeachment de Renan Calheiros à presidência do Senado, que já receberu mais de 1, 5 milhão de assinaturas.

No episódio envolvendo o Banco Imobiliário, a movimentação é para impedir a comercialização do jogo e sua distribuição nas escolas do município. A petição será entregue à Câmara de Vereadores.



A ABI e a OAB já estão dominadas pelos "PETRALHAS".

Silêncios vergonhosos.

Vocês leram o que disse a direção da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) sobre os atos covardes perpetrados contra a blogueira Yoani Sánchez? Não? Compreendo.

É que a ABI não disse nada. Na última vez em que a entidade frequentou o noticiário, tinha cedido seu auditório no Rio para José Dirceu comandar um ato contra o Poder Judiciário brasileiro. Estava presente, desrespeitando a lei, o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz.

Vocês leram o que disse a direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre as ações ilegais que constrangeram a cubana no Brasil? Viram o que afirmou o Conselho Federal sobre o fato de uma embaixada organizar atos de caráter político e confessar que espiões de um país estrangeiro transitam livremente pelo país? Não? Compreendo.

É que a OAB não disse nada. Na última vez em que frequentou o noticiário, o comando da entidade enunciou que estava disposto a verificar se a delação premiada é mesmo inconstitucional, como pretendem dois doutores que trabalham para mensaleiros: o notório Kakay (Antonio Carlos de Almeida Castro) e José Luiz de Oliveira Lima (o querido “Juca” de alguns jornalistas), que tem como cliente José Dirceu, aquele que comandou um ato contra o Judiciário em pleno território da ABI.

Essas duas ausências dão conta do estado miserável do que já se chamou “sociedade civil” no Brasil. As duas omissões são igualmente graves porque os ataques à blogueira remetem mesmo à razão de ser de cada uma delas.

A principal tarefa da ABI é zelar pela liberdade de expressão e pela preservação dos valores éticos da profissão de jornalista. A filóloga Yoani Sánchez é também jornalista. A palavra é a sua matéria-prima. Em Cuba, luta por um regime de liberdades democráticas, por pluralismo político, por respeito aos direitos humanos. Esses valores constituem a essência da história da associação.

A única ABI que expressou seu repúdio às agressões foi a Associação Baiana de Imprensa. A Federação Nacional dos Jornalistas, conforme o esperado, também se calou. Nem poderia ser diferente. A Fenaj tentou criar no país o Conselho Federal de Jornalismo, que colocaria o trabalho da imprensa sob censura, a exemplo do que ocorre em Cuba, que essa gente ama tanto. Que falta faz no momento o ético e imbatível, Barbosa Lima Sobrinho.

O que dizer, então, da OAB? É a entidade que, em tese, vigia, em nome da sociedade, a, por assim dizer, saúde jurídica do país. Não tem função meramente cartorial. Ao contrário: a Ordem sempre foi um organismo político, buscando zelar, como expressão da sociedade civil, pela qualidade do estado democrático e de direito. Os constrangimentos a que s arruaceiros — PAREM, SENHORES DA IMPRENSA, DE CHAMAR PESSOAS QUE PROMOVEM AQUELA BAIXARIA, DE “MANIFESTANTES”! — submeteram Yoani até agora desrespeitam a ordem legal, violam-na. Como é que a OAB ousa — a palavra essa! — ficar muda?

Eis mais um sintoma de uma sociedade em que um campo ideológico está hipertrofiado (tenha ele o nome que se queira dar: esquerda, vigarice, oportunismo) em prejuízo de outro, que está acuado. Que “outro” é esse? O dos defensores da democracia representativa, da ordem legal e democrática, do estado de direito. OAB e ABI já se manifestaram sobre casos com muito menos gravidade do que esse.

Não se trata de superestimar o caso Yoani. A rigor, nem cumpre falar em assegurar a “pluralidade” porque mal se ouviu o que ela tinha a dizer. A questão é ainda anterior: trata-se de assegurar o direito à voz. Se esses vândalos, escroques, fazem isso agora com uma visitante de um país estrangeiro, não tarda, e estarão fazendo também com os nacionais.

Por Reinaldo Azevedo

domingo, 24 de fevereiro de 2013

POVO DIZ NÃO AO CAMPO DE GOLFE NA APA DE MARAPENDI


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Pacificamente, foi realizado neste sábado (23), o primeiro protesto político-cultural Golfe para Quem?, idealizado por representantes da sociedade civil. Os manifestantes lutam pela preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi, na Barra da Tijuca, onde o governo municipal pretende construir um campo de golfe para as Olimpíadas de 2016.

Além da construção do campo de golfe, os manifestantes também criticam a posição da prefeitura que, em dezembro do ano passado, apresentou o Projeto de Lei Complementar 113/2012 à Câmara Municipal, este que foi submetido à votação em regime de urgência e aprovado pela base aliada do prefeito Eduardo Paes (PMDB), alterando o gabarito das áreas edificáveis de seis para 22 andares dentro da APA de Marapendi.
Para o biólogo Marcello Mello, que realiza trabalhos na região da APA de Marapendi e também esteve no protesto, a decisão da prefeitura de não preservar o terreno contraria a Lei Federal 11.428/2006.

“A APA de Marapendi tem dois ecossistemas, o mangue e a restinga, que pertencem à Mata Atlântica. A lei 11.428/2006 classifica a Mata Atlântica como patrimônio nacional, ou seja, a luta é pela defesa de um patrimônio de todos os brasileiros. O problema é que os empresários olham esse bioma como um obstáculo, pois o retorno financeiro nessas áreas verdes é milionário. Ao liberar construções na área, o político consegue financiar suas campanhas políticas, daí vem a parceria público-privada”, criticou o biólogo.

Além do problema jurídico, Mello também lembra que a APA de Marapendi tem espécies de animais e plantas ameaçados de extinção, como a Borboleta da Praia, a Lagartixa da Areia e a planta Clusia fluminensis.

Já Mariana Bruce, uma das fundadoras do grupo Coletivo Resistência Popular Zona Oeste II, que idealizou o protesto Golfe para Quem?, ressaltou que o projeto do prefeito Paes desafia uma decisão que ainda nem foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça.

“Existe esse imbróglio na Justiça e o prefeito, mesmo sem saber quem é o dono do terreno, já aprovou um projeto que contraria os interesses ambientais. Além disso, o Itanhangá Golf Club já recebe diversos campeonatos internacionais de golfe. Por isso, questionamos: golfe para quem?”, criticou Mariana.


A manifestante se refere a uma antiga briga judicial entre a Elmway Participações Ltda. do auditor da Receita Federal Vanildo Pereira da Silva e o conhecido grileiro de terra, Pasquale Mauro. Foi com Pasquale e a empresa RJZ Cyrela que o prefeito negociou o uso do terreno para o campo de golfe.

No projeto do prefeito para a APA de Marapendi, como contrapartida à concessão da área para o campo de golfe, o prefeito propôs a mudança do gabarito de forma a permitir a construção de 22 espigões com 22 andares cada um para serem explorados pela Cyrela e o italiano. A questão é que a Elmway, através do seu advogado, Sérgio Antunes Lima Junior já anunciou que tem outros planos para o terreno. Ou seja, ela ganhando a disputa judicial, o campo de golfe não se torna realidade.

ENORME FRAUDE NA SAÚDE NO RIO DE JANEIRO .

Auditoria detecta desvios de R$ 23,5 milhões em cinco hospitais do Rio. A maior fraude ocorreu quando o secretário de Saúde do Estado, Sérgio Côrtes, comandava uma das unidades.


FRAUDE

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes. No hospital que ele administrava antes de entrar no governo, houve um desvio de R$ 21,2 milhões (Foto: Pedro Pantoja/O Povo do Rio/Ag. O Dia)Em qualquer supermercado mediano no Brasil, o litro do leite, integral ou desnatado, custa pouco mais de R$ 2. A garrafa pequena de água mineral pode ser facilmente encontrada por menos de R$ 1. Pelas regras básicas da economia, se a compra desses ou de quaisquer outros produtos se der em grande escala, no atacado, os preços tendem a ser menores. Mas essa lógica não necessariamente se aplica aos hospitais federais do Rio de Janeiro, onde um esquema formado por funcionários e donos de quatro empresas praticou fraudes em processos de concorrência durante anos. De acordo com uma nova auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) concluída em novembro, a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, cinco hospitais e órgãos federais ligados à saúde no Rio de Janeiro foram lesados em pelo menos R$ 23,5 milhões entre 2005 e o ano passado. Mercadorias superfaturadas, serviços pagos e não prestados e licitações de cartas marcadas estão entre os crimes detectados pela CGU.

No meio do imbróglio está o atual secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes. Antes de ir para o governo, Côrtes dirigiu por cinco anos, de 2002 a 2006, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Foi no Into que se verificou a maior fraude, de R$ 21,2 milhões. As três empresas que participaram do esquema no Into foram contratadas na gestão de Côrtes e causaram prejuízo ao hospital ao longo de vários anos. Uma delas, a Padre da Posse Restaurante Ltda., chegou a ser dispensada de licitação – foi contratada a convite da direção do hospital. A Padre da Posse forneceu ao Into água mineral superfaturada, com sobrepreço de 219% por garrafa, de acordo com os técnicos da CGU. Enquanto cada unidade de 600 mililitros deveria sair por R$ 0,77, o preço cobrado do hospital foi de R$ 2,46. Ao todo, a Padre da Posse Restaurante desviou mais de R$ 3,8 milhões do Into ao fornecer mercadorias – além de água, outros itens de alimentação – acima dos preços de mercado.

O maior dano ao Into foi causado pela Rufolo Empresa de Serviços Técnicos e Construções Ltda., uma empresa cujo amplo campo de atuação inclui fornecimento de lanches, desinsetização, abastecimento de fio dental, manutenção predial, limpeza e conservação. Os técnicos da Controladoria identificaram contratação de serviços sem necessidade comprovada, serviços contratados sem a comprovação de que tenham sido prestados e preços aprovados de acordo com as propostas encaminhadas pela própria Rufolo, ou por outras empresas com vínculos familiares e societários com a Rufolo. De acordo com a CGU, os prejuízos causados pela Rufolo ao Into alcançaram R$ 16,9 milhões. Outra empresa que também fraudou o hospital foi a Toesa. Ela cobrou valores acima do mercado na locação de ambulâncias e veículos de passeio. O sobrepreço calculado pela CGU, nesse caso, foi de R$ 522 mil.

O Into é um centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidade. Conta com um banco de ossos e administra uma enorme fila de espera por transplantes. Apesar de sua importância na área de saúde, não é a primeira vez que se encontra no epicentro de fraudes. A Procuradoria da República apontara desvios de R$ 6,4 milhões entre 1997 e 2001 e denunciara 11 pessoas por formação de quadrilha.

Diante do quadro de corrupção, um jovem cirurgião ortopédico assumiu o Into em 2002, com a missão de combater o esquema e evitar novos roubos. Exatamente ele, Sérgio Côrtes, então com 37 anos. Côrtes sofreu represálias. Foi ameaçado de morte, e seu gabinete teve de ser vasculhado após uma ameaça de bomba. Côrtes chegou a recorrer a proteção policial. Agora, a suspeita de fraude ronda justamente sua gestão no Into, que ele deixou para assumir a Pasta de Saúde do Estado e virar um dos secretários mais próximos ao governador Sérgio Cabral (PMDB).

Em abril do ano passado, Côrtes ficou conhecido por um motivo constrangedor. Foi divulgada uma foto em que ele aparece de guardanapo na cabeça, com o empresário Fernando Cavendish, amigo de Cabral e dono da construtora Delta, acusada de fraudes em contratos com o Poder Público. Ele também foi filmado ao lado de Cavendish e Cabral num show do U2. O deputado federal Anthony Garotinho (PR), que divulgou em seu blog a foto e o vídeo, disse que o show ocorreu em Paris, em julho de 2009, e que a festa do guardanapo aconteceu no restaurante de um hotel também em Paris, dois meses depois.

Procurado para falar sobre os desvios apontados pela CGU no Into, Côrtes afirmou, por meio de sua assessoria, que não teve acesso ao relatório da CGU e que cabe à atual administração do Into se manifestar sobre o assunto. Ele disse ainda que todas as contas de sua gestão foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União.
Todos os anos, a CGU realiza operações especiais e auditorias em prestações de contas de gestores federais. Em abril de 2011, ela iniciou uma auditoria especial em hospitais federais no Rio de Janeiro, com o objetivo de examinar contratos de serviços terceirizados em diversas áreas, como locação de mão de obra, alimentação, serviços de engenharia e aluguel de equipamentos. No curso dessas análises, a CGU já detectara irregularidades em contratos fechados pelas empresas Padre da Posse, Rufolo, Toesa e uma quarta companhia, a Locanty Comércio e Serviços Ltda.

Uma empresa forneceu água mineral a hospitais com sobrepreço de 219% por garrafa Em março do ano passado, o programa Fantástico, da TV Globo, denunciou um esquema de corrupção montado justamente por essas quatro empresas para tentar fraudar as licitações do hospital de pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante dois meses, um repórter gravou funcionários e donos dessas empresas oferecendo propina para vencer as concorrências. Em troca, diziam que forneceriam mercadorias e serviços a preços superfaturados. Em muitos casos, a valores muito acima dos preços de mercado, com margem para pagar a propina e ainda sobrar dinheiro para os corruptores.

Com base nessa denúncia, a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos (Delefin) da Polícia Federal no Rio de Janeiro, chefiada pelo delegado Victor Poubel, abriu um inquérito para investigar todos os contratos dessas quatro empresas com órgãos federais no Rio. Logo na fase inicial, foram ouvidas pela Delefin mais de 50 pessoas, entre os donos das empresas envolvidas no esquema e dirigentes dos hospitais e órgãos federais. Partiu também da Delefin o pedido para que a CGU realizasse uma nova auditoria em todos os contratos das quatro empresas com o governo federal. Foi a partir dessa solicitação da Delefin que a CGU concluiu o relatório a que ÉPOCA teve acesso, com a descrição das fraudes.

Apesar de tantos elementos levantados pela CGU, a equipe da Delefin está com as mãos atadas há quase um ano. O pedido de renovação do inquérito está parado desde abril do ano passado na 10ª Vara Federal Criminal do Rio, cujo titular é o juiz Marcelo Luzio Marques Araujo. Sem essa autorização da Justiça, a PF não pode dar continuidade às investigações nem rastrear eventuais pagamentos de propina aos servidores públicos.

Se a PF está impedida de agir na esfera criminal, na área administrativa a CGU fez seu trabalho. O caso que mais chamou a atenção dos técnicos da Controladoria foi do Into, pelos valores envolvidos e pela frequência das fraudes. Mas os trambiques praticados em vários outros hospitais da rede federal também mereceram destaque no relatório da CGU. Um deles ocorreu no Hospital Federal do Andaraí (HFA). Foi lá que se verificou o abuso no preço do leite descrito no início desta reportagem. A empresa Padre da Posse, a mesma que forneceu água superfaturada ao Into, cobrou do HFA R$ 5,52 pelo litro do leite, mais que o dobro do valor unitário de referência estabelecido pela CGU, de R$ 2,36.

O relatório da CGU chegou em janeiro ao Ministério da Saúde e está na mesa do diretor do Departamento Nacional de Auditoria, Adalberto Fulgêncio. Ele disse que aprofundará o levantamento sobre as fraudes e, numa segunda etapa, enviará fiscais aos hospitais e ao Into. Essa equipe de campo identificará, consultando toda a papelada das licitações, os funcionários públicos responsáveis pelo prejuízo ao Erário. “Os maus pagadores, que geralmente são servidores públicos, serão punidos, e recuperaremos o dinheiro público recebido pelas empresas. No caso do Hospital do Andaraí, já evitamos o pagamento”, afirmou.

ÉPOCA falou com o empresário Adolfo Maia, dono da Padre da Posse Restaurante. Ele disse que, no preço da garrafinha de água e no litro do leite, estão incluídas as despesas com serviços para distribuí-los aos hospitais. Ele negou fraudes. O advogado Fábio de Carvalho Couto, que defende a Rufolo na área criminal, afirma que não há provas materiais de que a empresa tenha fraudado licitações ou corrompido funcionários públicos. Os responsáveis por Toesa e Locanty não telefonaram de volta.
Fonte: Época



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Banco Imobiliário de Eduardo Paes leva um " revés".


Professores municipais reprovam o jogo do prefeito, com programas e obras da atual gestão. Na Câmara, oposição reage e cobra informções à prefeitura

A brincadeira da Prefeitura do Rio, que lançou uma versão especial do jogo Banco Imobiliário divulgando as obras de Eduardo Paes e distribuindo 20 mil exemplares a escolas municipais, está sendo reprovada até mesmo por profissionais de Educação da rede pública carioca, além de pedagogos de outros estados.

Escolas da Zona Norte que receberam o jogo fizeram críticas. Há professores e diretores que decidiram não utilizá-lo como material pedagógico ou recreativo.

“Achamos inadequado. Não só pela questão política, mas também pelos erros de informação, como dizer que o valor de um imóvel em Deodoro é maior do que em Copacabana ou na Barra”, criticou a coordenadora pedagógica de uma das escolas, que pediu anonimato por medo de represálias.




A diretora de um Ciep até elogiou a ideia de mostrar um Rio contemporâneo, mas não o resultado final. “Parece que a cidade foi criada pelo prefeito. Vai acabar causando uma confusão na cabeça dos alunos, ainda mais os nossos, que estudam numa escola conhecida como Brizolão. Como fazer?”, brincou.










Paes não fala

A assessoria do prefeito alegou que ele não pôde falar sobre o tema por estar viajando. A prefeitura não vê o jogo como propaganda pessoal de Paes, mas da “cidade do Rio de Janeiro, que vive um momento especial com a Copa e as Olimpíadas”.

A reação dos vereadores ao jogo foi de surpresa e indignação após a notícia divulgada nesta quinta-feira pelo DIA. Eliomar Coelho e Paulo Pinheiro, do Psol, exigiram que a Câmara solicite à Secretaria de Educação informações sobre o projeto, quem o aprovou, custo e objetivos.

“É uso indevido de dinheiro público para uma canalhice. Ou a gente começa a reagir a esses desmandos ou estamos perdidos”, disse Eliomar.

Mãe de estudante critica falta de uniforme no Twitter da secretária

A polêmica em torno da distribuição do jogo nas escolas cariocas ganhou as redes sociais e foi um dos assuntos mais debatidos ontem pelos internautas. No site IberoAmerica, que reúne as notícias mais comentadas nos países latinoamericanos, o lançamento do jogo foi um dos principais destaques entre as notícias sobre o Brasil.

O gasto da prefeitura foi criticado por pais de alunos no twitter da Secretária Municipal de Educação, Cláudia Costin. Uma mãe identificada como Jaqueline reclamou da falta de uniforme. “Meu filho só ganhou uma camisa, antes eram duas e até bermuda. E ainda pediram caderno”.

No jogo, imóvel em Deodoro é mais caro que um na Barra da Tijuca .

“No Banco Imobiliário Cidade Olímpica vai ser permitido superfaturamento? E quantas prisões ele terá?”, postou a internauta LilyWonderland. A crítica também veio em tom de brincadeira. “Caiu na crackolandia, volte duas casas”, postou outro.

"Objetivo é atingir família dos alunos"

A estratégia eleitoral de fazer propaganda política junto ao público infantil foi alvo de discussões na Universidade de São Paulo (USP). “As crianças deveriam ser poupadas desse jogo político que as transformam em peças com o único objetivo de atingir as famílias”, analisa Cristiano Luis Lenzi, doutor em Ciências Sociais pela USP.

Segundo ele, cada vez mais os governos adotam táticas para antecipar campanhas de olho na reeleição. “É uma apropriação irresponsável dos recursos do estado”, afirmou Lenzi.

O Sindicato dos Professores (Sepe) questionou o uso pedagógico do jogo. “O que um aluno vai aprender calculando quanto lucro ele pode ter adquirindo uma Clínica da Família ou cobrando pedágio na Transoeste?”, disse em nota, criticando os baixos salários da categoria e as condições de trabalho nas escolas. ( Fonte : Dia)



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Internação involuntária: Mecanismo de Combate à Tortura vai oficiar Prefeitura.

A dificuldade de obter dados sobre a internação involuntária de adultos usuários de crack adotada pela Prefeitura do Rio de Janeiro no início desta semana levou membros do Mecanismo de Combate à Tortura, braço operacional do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, a tomar a decisão de enviar ofício à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social solicitando dados sobre a medida.

O principal questionamento, segundo Fábio Simas, integrante do comitê, é quem foram os profissionais que elaboraram os laudos para justificar a internação involuntária de cerca de 30 usuários de crack, na última terça-feira (19).

Uma vistoria foi feita pelo comitê, por integrantes do Conselho Regional de Psicologia e Serviço Social do Rio, por equipes dos gabinetes do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e do vereador Renato Cinco (PSOL) na Unidade Rio Acolhedor, o maior abrigo da Prefeitura, localizado em Paciência, na Zona Oeste. Na visita, um diretor e um coordenador da unidade informaram que os laudos foram emitidos por médicos de um posto de saúde de família que fica ao lado.

Para a surpresa dos que vistoriavam o abrigo, ao bater na porta da clínica que fica ao lado, os profissionais negaram terem sido os responsáveis pela emissão dos laudos.
"Queremos saber da Prefeitura quem foram os médicos que elaboraram os laudos. Para isso, vamos mandar um ofício para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Os dependentes só podem ser internados com laudo de médicos. Mas quem foram os médicos que fizeram estes laudos?", questiona Simas.
Para o vereador Renato Cinco, que tenta instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da internação compulsória na Câmara do Rio, esta questão dos laudos é grave e deve ser devidamente cobrada .

"Nos caso das crianças internadas compulsoriamente, as receitas médicas eram assinadas por enfermeiros. Precisa-se investigar se o mesmo não tem acontecido com os adultos", destacou Cinco. "É um absurdo as pessoas serem deslocadas para tão longe. Além do mais, o abrigo é muito mal localizado".

Assessor classifica ação da Prefeitura como "sequestro"

Advogado assessor parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, Thomas Ramos esteve na Unidade Rio Acolhedor nesta quinta-feira (21). Segundo ele, os relatos dos abrigados na unidade dão conta de que as ações da Prefeitura são mais parecidas com sequestros.

"As pessoas contam que os agentes vêm levando todos à força. As pessoas são sequestradas das ruas. Mesmo antes do laudo médico comprovar a necessidade de internação, todos são levados para o abrigo de triagem, em Paciência, a quilômetros de distância de onde são retirados. Alguns, depois de levados para o abrigo na Zona Oeste, não são internados à força, são liberados. Como já estão muito longe do local de origem, de que forma vão voltar sem nenhum recurso?", critica Ramos. "É uma política que serve apenas para limpar as ruas mesmo, para tirar os dependentes da visibilidade" , completa. ( Fonte: JB)

Em abrigo para usuários de crack, traficantes vendem drogas na entrada.

Secretaria de Desenvolvimento Social admite problema, mas não toma providências.

Enquanto a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social intensifica as ações de recolhimento de usuários de crack, na porta do abrigo em Paciência (Zona Oeste do Rio), para onde estão sendo levados os adultos viciados, ainda há venda de drogas liberada, além de traficantes a poucos metros da entrada da unidade. Apesar da denúncia já ter sido feita pelo Jornal do Brasil à Prefeitura há três meses, até agora nenhuma providência foi tomada.

Quem se aproxima da Avenida Hermínio Aurélio Sampaio, que liga os bairros de Paciência e Santa Cruz, logo percebe a movimentação a menos de cinco metros da entrada da unidade. A venda e o consumo de drogas debaixo do nariz do poder público está tão descontrolada que muitos usuários saem do abrigo e sentam na calçada próxima aos traficantes para consumir a droga. Depois, é comum voltarem para a unidade sem impedimento.

Traficantes vendem drogas livremente para abrigados em unidade da Prefeitura. Ao chegar na Avenida Hermínio Aurélio Sampaio, o JB foi avisado por funcionários da Prefeitura sobre o alto número de traficantes no entorno. Logo atrás do abrigo fica a Favela Antares, onde o cinegrafista da TV Bandeirantes foi morto em novembro de 2011.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, reconheceu, via assessoria, que o abrigo fica em área conflagrada, nas proximidades de favelas. Reconheceu também que há consumo e venda de drogas do lado de fora da unidade. Mas nega que os abrigados levem drogas para dentro da unidade. "As pessoas podem sair durante o dia, mas não usam drogas dentro do abrigo", informou a assessoria.

Questionado pelo JB na última terça-feira sobre a facilidade de se consumir drogas nas proximidades do maior abrigo municipal do Rio de Janeiro, Adilson Pires disse que desconhecia a informação.

Em relatório do Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, divulgado esta semana, a Unidade Rio Acolhedor, em Paciência, figura entre as que são de difícil acesso, comprometendo a reinserção social dos abrigados. "A unidade fica cerca de duas horas de distância do Centro do Rio de Janeiro, e localizada em área intermediária entre duas favelas, uma conhecida pelo comércio de drogas (Antares) e outra pela milícia (Três Pontes)", diz o documento.

No último dia 31 de janeiro, o Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro teve audiência com o vice-prefeito Adilson Pires e entregou-lhe o relatório conclusivo das visitas.( Fonte: JB )





Yoani Sánchez critica silêncio do Brasil.

Yoani Sánchez critica silêncio do Brasil com relação aos direitos humanos em Cuba. Quatro dias depois de chegar ao país, blogueira cubana consegue, enfim, expor suas ideias sem ser interrompida por gritos de protesto.

A blogueira Yoani Sánchez criticou a mudez do governo brasileiro com relação à questão dos direitos humanos em Cuba. "Há muito silêncio", disse a cubana. "Recomendaria uma posição mais enérgica". A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira, quatro dias depois de Yoani desembarcar no país, durante um debate realizado na sede do jornal O Estado de S. Paulo. Com a voz levemente rouca e uma pulseira do Senhor do Bonfin no braço direito, esta foi a primeira vez que a blogueira crítica ao regime ditatorial dos irmãos Castro conseguiu expor suas opiniões sem ouvir gritos de protestos nem sofrer agressões verbais.

"Não me surpreenderam", disse, ao comentar os protestos. "Os blogs oficiais do meu país já haviam avisado que eu teria uma resposta contundente durante a viagem. Todos têm direito de manifestar sua opinião. O que me surpreendeu foi a violência física. Nunca imaginei que me impediriam de falar".

A blogueira aproveitou o evento para responder parte das críticas que os defensores dos irmãos Castro fazem a ela. Ao ser questionada sobre quem está financiando sua viagem – Yoani percorrerá mais de dez países em 80 dias –, a cubana respondeu que o dinheiro vem de diversas instituições, como a Anistia Internacional, universidades e blogueiros. "Não tenho milhões de dólares, mas tenho milhões de amigos". Um dos objetivos de Yoani é receber os prêmios (que somam mais de mais de 300 000 reais) que recebeu ao longo dos últimos anos pelo trabalho em Generación Y.
Yoani aproveitou para salientar que as pessoas que a ajudam com o blog (traduzido para 18 idiomas) são voluntários espalhados pelo mundo. "Quem traduz meus textos para o inglês, por exemplo, é uma motorista de ônibus de Nova York de 65 anos", conta. "Mas o governo não acredita mais na espontaneidade. Quando eles querem algo, ordenam, pagam".
Nesta quinta-feira, às 18h, Yoani participará de um evento com blogueiros na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, e, em seguida, autografará o livro De Cuba, com carinho. A blogueira permanece na capital paulista até sábado, quando embarcará para a Republica Checa.

Internet

A internet é para os cubanos uma plataforma de liberdade. Um campo de treinamento para o que algum dia pode se tornar realidade. Ela possibilita que mais pessoas possam se tornar o epicentro da informação. É um espaço democrático, com pessoas boas e más.

Fidel e Raúl Castro

O governo de Raúl nasceu de um pecado original: ele não foi eleito. As reformas econômicas que tem feito estão na direção correta, mas num ritmo absurdamente lento e sem profundidade. O governo de Fidel Castro, por sua vez, queria controlar cada aspecto da vida dos cubanos, desde o que vestíamos ao café que tomávamos. Sobre a repressão, Fidel fazia dela um espetáculo, com grandes julgamentos e punições exemplares. No governo de Raúl, a repressão é velada.

Comunismo e capitalismo

Tenho uma relação ruim com as ideologias. Sou uma pessoa pós-moderna, que cultua a liberdade. Não creio que em Cuba haja um socialismo e muito menos um comunismo. Classificaria o governo cubano como um capitalismo de estado. O patrão é o governo.

Educação e saúde

A estrutura física e a extensão da rede de ensino e de saúde em Cuba são aspectos positivos. Existem escolas e postos de saúde em cada bairro. Porém, existe um colapso material. Os professores ganham menos de trinta dólares por mês, o que diminui a qualidade. São pessoas despreparadas.

Economia

Cuba vive hoje uma esquizofrenia monetária. Existe o peso cubano e o peso conversível. O cubano acorda todos os dias com um objetivo: o que fazer para conseguir pesos conversíveis e alimentar sua família. Existem algumas alternativas. Caso ele seja um cozinheiro de um grande hotel, por exemplo, pode roubar um azeite ou um pedaço de queijo para vender no mercado negro. Também pode se prostituir, trabalhar clandestinamente ou pedir que parentes que emigraram enviem dinheiro. Quem não tem nenhum desses caminhos passa mal. O salário não é mais a principal fonte de renda.

Embargo econômico

Há uma teoria que diz que o embargo é uma caldeira. O fogo geraria precariedade econômica e material, o que levaria as pessoas à rua. Mas o embargo não resulta em rebeldia, mas na imigração dos cubanos. Outro motivo pelo qual sou contra o embargo é o fato de que ele embasa os argumentos do governo cubano que diz que não há batatas, não há tomates, não há comida por causa do império. Sem essa desculpa, quem eles vão culpar?

Protestos internos

Desde pequenos, os cubanos recebem uma série de informações e propagandas que fazem com que eles acreditem que o país não lhes pertence. Pertence a uma geração histórica, que foi a protagonista da revolução. Isso cria uma apatia grande. Além disso, tem uma paralisia provocada pelo medo. Não um medo da morte, mas um medo da delação. Você acha que será denunciado pelo seu vizinho. Isso leva muitas pessoas a tentarem resolver os seus problemas individualmente. Mas existe uma oposição hoje de jovens que se manifesta artisticamente, via internet, que procura divulgar as informações de forma ampla.

Manifestações no Brasil

Muitas dessas pessoas que protestaram contra mim nunca estiveram em Cuba. Outras estiveram por duas semanas fazendo turismo. É uma visão muito superficial. Para os mais velhos, acredito que seja difícil assumir que aquilo em que eles tanto acreditaram está morto, não deu certo. O governo cubano cria uma realidade distorcida. Eles propagam uma Cuba que não existe, uma cidade utópica, de esperança, onde todos têm chances. Quando meu filho era criança chegou em casa da escola dizendo que antes de Fidel Castro não havia universidades em Cuba. Isso é mentira. ( Fonte: VEJA)

Tribunal de Contas ebcontra irregularidades nos convênios para tratamento de viciados em crack no Rio.

Depois de recomendação para não renovar contratos com ONG, município passou a pagar valores 60% mais altos para manutenção de abrigos. Programa começou em 2009 e, até hoje, não há licitação

No momento em que a prefeitura do Rio tenta ampliar a estrutura para acolhimento e tratamento de usuários de crack, o Tribunal de Contas do Município (TCM) aponta indícios de superfaturamento e irregularidades nos convênios firmados com instituições que mantêm os abrigos.

A falta de licitação e o elevado custo dos serviços levaram o TCM a recomendar, em outubro do ano passado, que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social não renovasse os convênios com a ONG Casa Espírita Tesloo, mantidos desde 2009. A ONG firmou, naquele ano, com a prefeitura um contrato no valor de 375 mil reais para abrigar menores usuários de drogas. O contrato recebeu aditivos até chegar ao valor de 7,5 milhões de reais. O último aditivo, que coincidiu com a explosão do crack no Rio, em 2011, previa o pagamento de 3,9 milhões de reais por 13 meses de trabalho da Tesloo, para atendimento de 160 menores.

A Secretaria obedeceu à recomendação do TCM. Mas estranhamente decidiu pagar ainda mais caro pelo serviço. O município contratou por 2,9 milhões de reais, também sem licitação, o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), para abrigar a mesma quantidade de pacientes – 160, como a Tesloo – mas por período de seis meses. Ou seja: no período da primeira ONG, o valor era de 1.901 reais por vaga. A partir do novo contrato, cada menor passou a custar 3.048 reais, sem alteração no serviço prestado, 60% a mais que no contrato anterior. Os dados estão na Controladoria Geral do Município.

Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social argumentou que "os preços foram readequados (...) para atender às exigências do Ministério Público". A secretaria alega que a readequação provocou a "criação de novos cargos para compor equipes multidisciplinares" e a necessidade de "alteração de suporte para infraestrutura das unidades, alterando o valor do convênio com o CIEDS".

As decisões do Tribunal de Contas consideram apenas o que está registrado no papel. Há outros indícios de que o tratamento dispensado pelo Rio aos usuários do crack precisa de ajustes. Dos cinco abrigos mantidos com o dinheiro da Prefeitura, três ficam em Guaratiba, distante cerca de 60 km do Centro do Rio. Chegar a esses locais não é tarefa simples, o que dificulta o contato dos menores com os pais – um desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente – e prejudica o tratamento. As três ficam em áreas pobre, com ruas sem asfalto e sem identificação.

Na vizinhança de um deles, visitado pelo site de VEJA, os moradores evitam comentar o assunto. Os que aceitam falar pedem para não ter os nomes revelados. Dois vizinhos do Centro de Atendimento à Dependência Químico Bezerra de Menezes, destinado a meninas, contaram que costumam ver adolescentes correndo em fuga com as sandálias nas mãos. O local, que não tem qualquer placa de identificação, lembra um presídio. É cercado por muros com cerca de dois metros de altura. Na entrada, um portão de ferro impede a visão do que ocorre lá dentro.

"Elas fogem e os seguranças aparecem atrás com motos e carros. Eles reclamam se a gente não avisa que tem alguém fugindo. Já vi muita menina chorando, pedindo para não ser castigada. Elas dizem que quando uma foge, todas apanham”, conta uma moradora que pede para não ser identificada.

Outra moradora diz já ter visto uma adolescente grávida sendo obrigada a fazer exercícios na rua com outras sob o sol forte. “O solo era muito irregular. Ela parecia cansada e acabou caindo e se cortando em um toco”, disse a jovem, que teve medo de denunciar o caso.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social afirmou ainda que não recebeu denúncia sobre castigos a adolescentes no abrigo feminino de Guaratiba, mas afirmou que vai apurar o caso. A assessoria do órgão informou ainda que possui equipes de supervisão, que monitoram os abrigos.

CPI – Eleito pelo PSOL, o vereador Renato Cinco afirmou que tentará criar uma CPI sobre a internação compulsória no Rio. “Não há preocupação com o tratamento dos menores internados nos abrigos. Relatórios indicam uma série de problemas, como o uso de medicação padrão, igual para todos os menores. Além disso, falta transparência dos gastos. O contrato com o Cieds, por exemplo, não deixa claro quantas crianças serão atendidas”, afirma o vereador, que precisará ter 17 assinaturas para instaurar a CPI. Renato questiona ainda os resultados da internação compulsória.

A informação sobre o número de menores atendidos nos abrigos geridos pelo Cieds foi repassada à reportagem do site de VEJA pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Relatório da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), realizado em junho do ano passado após vistorias nos abrigos destinados a menores no Rio, apontou a precariedade do atendimento. O documento indica, além da medicação generalizada para todos os pacientes, a inexistência de informação consolidada sobre os efeitos do tratamento e a existência de apenas um psiquiatra para quatro estabelecimentos. Além da “a privação de liberdade, inclusive com a existência de grades nas portas e janelas de alguns deles”, relatos de contenção física de menores com mãos e pés amarrados, limitação a um ou dois dias para contato telefônico com a família e a dificuldade de acesso aos locais.

O relatório da comissão, assinado também pelo Conselho Regional de Psicologia, foi criticado pelo prefeito Eduardo Paes por ter sido publicado em plena campanha eleitoral. E o presidente da comissão de Direitos Humanos era também o candidato do PSOL à prefeitura, Marcelo Freixo.

Dívida pública pode subir até R$ 232 bilhões em 2013, para R$ 2,24 trilhões.

Em 2012, a dívida pública avançou R$ 141 bilhões, para R$ 2,08 trilhão. Neste ano, necessidade líquida de financiamento soma R$ 412,6 bilhões.

Após atingir a marca inédita de R$ 2 trilhões no ano passado, a dívida pública vai continuar crescendo neste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (21) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

De acordo com a instituição, a dívida pode crescer até R$ 232 bilhões em 2013, atingindo R$ 2,24 trilhões. Os dados constam no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional para o ano de 2012, divulgado nesta quinta-feira (21).
O documento prevê um patamar entre R$ 2,1 trilhões, o que representaria um crescimento de R$ 92 bilhões, e R$ 2,24 trilhões, para a dívida pública brasileira no fim deste ano. Deste modo, a estimativa de expansão da dívida pública, em 2013, é de 4,58% a 11,55%.

"Dentro das bandas do PAF [mínima e máxima para crescimento da dívida pública], estão contidas emissões que o governo venha a fazer para o BNDES. Não definimos o valor ainda. Ano a ano a gente tem definido este valor. Está prevista [emissão para o BNDES], mas o governo não divulga neste momento porque o governo não definiu isso", declarou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Em 2012, o Tesouro Nacional emitiu R$ 55 bilhões para o BNDES - impactando para cima a dívida pública em igual proporção.

Necessidades de financiamento

Segundo o Tesouro Nacional, as necessidades líquidas de financiamento da dívida pública neste ano, por meio da emissão de títulos, são de R$ 412,6 bilhões. Em 2013, os vencimentos de títulos públicos previstos somam R$ 503,9 bilhões, ao mesmo tempo em que os encargos da dívida pública totalizam R$ 39,9 bilhões. O governo prevê, entretanto, o uso de R$ 131,2 bilhões em recursos orçamentários para pagar os vencimentos neste ano, restando R$ 412 bilhões em emissões de títulos públicos (rolagem).

Diretrizes

Ainda de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, as diretrizes para a dívida pública, neste ano, preveem a substituição gradual dos títulos remunerados por juros flutuantes (indexados à variação dos juros básicos da economia) por papéis prefixados (cuja correção é determinada no momento do leilão) ou títulos vinculados à variação da inflação.

Outros objetivos são o aumento do prazo médio do estoque da dívida pública, além da "suavização" da estrutura de vencimentos, do prazo médio do estoque, além da ampliação da base de investidores e o aperfeiçoamento do perfil da dívida externa, mediante emissões de títulos com prazos de vencimentos de referência (benchmark).

Composição

De acordo com o Tesouro Nacional, o Plano Anual de Financiamento da dívida pública neste ano prevê que a parcela de títulos prefixados (correção determinada no momento dos leilões) ficará entre 41% e 45% do total, o que representa crescimento frente ao patamar de fechamento de 2012 (40%).

Para os títulos pós-fixados (atrelados aos juros básicos da economia), a expectativa é que eles fiquem entre 14% e 19% no fim deste ano, contra 21,7% no fim de 2012. Uma das metas do Tesouro Nacional, neste ano, é baixar a participação destes papéis na dívida pública.

No caso dos títulos atrelados a índices de preços (inflação), o PAF de 2012 prevê um percentual entre 34% e 37% no fechamento deste ano, em comparação a 33,9% no final do ano passado.

"Nossa estratégia é emitir menos [LFT do que os vencimentos do ano]. De tal forma que vá [recuando] paulatinamente [a participação de pós-fixados]. Temos um vencimento significativo de LFT em 2013, de R$ 150 bilhões. Basta emitirmos menos que vence e estamos construindo uma redução na participação da LFT. Outra parte da estratégia é continuar com trocas, alongamentos", declarou Augustin, do Tesouro Nacional. ( Fonte : G1 )

Dilma, PSDB, Aécio e a verdade sobre a cesta básica.

O que faz uma presidente da República ser contra a redução de impostos sobre alimentos básicos que pesam, principalmente, no bolso da população mais pobre do país? Para entender toda essa trama, é preciso voltar a 18 de setembro de 2012, dia em que Dilma Rousseff (PT) se negou a zerar os impostos federais sobre os itens da Cesta Básica Nacional.
Naquele mês, baseado em medida similar adotada pelo senador Aécio Neves em Minas Gerais, quando foi governador, o PSDB apresentou ao país uma proposta para zerar os impostos federais incidentes sobre os alimentos que compõem a cesta básica. Coube ao líder do partido na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PE), apresentar a emenda.

Contrariando tudo e a todos, a presidente Dilma vetou o artigo 77 apresentado pelo PSDB e promulgou a Lei 12.715/2012 mantendo a cobrança dos impostos sobre a cesta básica dos brasileiros. A petista fez isso mesmo sabendo de estudos realizados pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostrando que, se promulgada, a proposta dos tucanos representariam uma economia de 20% sobre o gasto dos brasileiros com a alimentação básica.
Por mais que Dilma tenha rapidamente se mexido para evitar um desgaste político em função do veto absurdo e injustificável (no mesmo dia, a presidente determinou a criação de um grupo técnico para estudar o que os tucanos e a Fiesp já haviam feito), ficou evidente o caráter partidário e eleitoreiro do veto ao artigo proposto pelo PSDB.

O DNA de “oposição raivosa” na gênese do PT falou mais forte. A presidente voltou a atuar da mesma maneira que o seu partido fazia quando estava no lado oposto ao governo central: era contra a qualquer medida por vício de origem, seja ela benéfica ou voltada para a população mais pobre do país.

Foi assim em relação ao Plano Real, o fim da inflação e a chegada da estabilidade monetária; à Lei de Responsabilidade Fiscal e o seu caráter moralizante e até mesmo contra a reforma tributária que buscava exatamente diminuir a cobrança de impostos no Brasil.

“Se não foi O PT que propôs, somos contra”, era assim que o petismo atuava na oposição. Traço que a petista Dilma Rousseff não conseguiu esconder ao vetar a proposta do PSDB de “imposto zero” nos itens de alimentação da cesta básica.

“A presidente Dilma inicia sua campanha à reeleição com seu governo mergulhado em contradições. Ela não está conseguindo resolver os problemas de seu governo: inflação em alta, crescimento pífio, colapso da infraestrutura, dificuldades gravíssimas na Petrobras, violência sem controle na ruas do país. O governo não responde às dificuldades do país. Para qualquer lado que olhamos, ele não tem rumo. Agora, anuncia que vai desonerar a cesta básica depois de ter vetado a proposta do PSDB com esta finalidade, sem qualquer justificativa”, declarou o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE).

Nestes últimos dias, Dilma vem prometendo um giro de 360º na sua postura contra a redução dos impostos federais sobre os itens da Cesta Básica Nacional. E se seguir a estratégia de marketing que vem ditado seu governo, é bem provável que a petista ocupe a cadeia nacional de TV para anunciar como sua a iniciativa do PSDB sepultada por ela mesma no meio do ano passado.

O certo é que hoje, 18 de fevereiro de 2013, completamos exatos cinco meses do dia em que Dilma Rousseff e o PT impediram que os trabalhadores brasileiros pagassem menos impostos sobre a comida que suam todos os dias para colocar na mesa de suas famílias.

E se a presidente optar mesmo por rever seu ato, e assim, cumprir seu objetivo de impulsionar seus ganhos eleitorais, seria de bom grado que ela fosse novamente às emissoras de TV para deixar claro o que o PT sempre representou ao ser contra qualquer ação em prol da população que não lhe rendesse ganho político.

Dilma Rousseff poderia, tranquilamente, repetir uma frase que ela (ou seu marqueteiro) criou e destilou em outra ocasião recente: “aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MP exige Plano Municipal de enfrentamento ao crack no Rio.


Rede de atendimento aos usuários devem ter mais leitos para atender adultos internados compulsoriamente, completa a promotoria

O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) pedirá à prefeitura da capital, esta semana, a apresentação de dados oficiais sobre a operação para recolher, involuntariamente, adultos dependentes de crack, realizada na última terça-feira. Além de informações sobre atendimentos hospitalares e clínicos de emergência, abrigamentos e internações psiquiátricas, o MP exige a apresentação de um Plano Municipal de enfrentamento à droga, indicando as unidades e serviços de saúde que serão ampliados para receber os adultos dependentes. E exige que a prefeitura aumente o número de leitos em hospitais e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps III).

Depois que o plano for entregue, o MP repassará o documento a especialistas que participaram da audiência pública realizada em dezembro de 2012 sobre os cuidados e o resgate dos usuários de crack moradores de cracolândias. Na ocasião, os participantes pediram a ampliação da rede de Caps - centros de atendimento especializados em saúde mental - com funcionamento 24h. O município do Rio tem hoje 40 leitos, entre hospitais municipais e federais, para internação de dependentes químicos. De acordo como o subsecretário de atenção hospitalar do município do Rio, João Luiz Ferreira Costa, os pacientes devem ficar cinco dias nesses locais para, a partir de um novo diagnóstico, serem encaminhados para tratamento ambulatorial. No caso dos pacientes sem residência fixa, é possível que a recomendação seja de encaminhamento para comunidades terapêuticas.

A promotora de Justiça Anabelle Macedo Silva, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da capital , disse, em nota, ser favorável à internação involuntária, desde que em locais adequados. “O MP defende o direito ao atendimento integral dos usuários de crack no sistema público de saúde, contemplando o seu resgate da rua e dos locais públicos deteriorados pela droga, atendimento médico hospitalar, acesso a medicamentos, exames que forem necessários e cuidados em saúde mental em centros especializados para drogadição”, afirmou.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Trabalho escravo nas Lojas Americanas?

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) informaram nesta terça-feira que vão apurar a responsabilidade das Lojas Americanas no caso de cinco bolivianos flagrados em condições análogas às de escravos em uma oficina de costura em Americana (SP). De acordo com fiscais do MTE e procuradores do MPT, os trabalhadores costuravam peças de vestuário infantil diretamente para a empresa HippyChick Moda Infantil Ltda., também de Americana. A única cliente da empresa seria a rede varejista Lojas Americanas, segundo o MPT.
Em nota, o MPT afirma que as roupas eram postas à venda nas Lojas Americanas, com a etiqueta "Basic+ Kids". A rede varejista possui o registro da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde fevereiro de 2006, conforme consta do site da entidade na internet. A fiscalização do trabalho encontrou na oficina "peças piloto" (modelo do vestuário que é reproduzido pelos costureiros) e etiquetas da marca.

Procurada, a Lojas Americanas informou, por meio de nota à imprensa, que repudia qualquer tipo de trabalho realizado em condições degradantes, e que desconhecia o que foi verificado pelo Ministério Público do Trabalho. "A Lojas Americanas informa ainda que cancelou as atuais relações comerciais com o fornecedor Hippychick", afirma a companhia, na nota.

A oficina foi denunciada ao Ministério do Trabalho e Emprego pela Polícia Federal, que um ano antes havia realizado diligência no local para verificar a situação dos vistos de permanência dos bolivianos. Ela foi montada de forma clandestina nos fundos do quintal de uma área residencial, na periferia da cidade. O dono, originário da Bolívia, mantinha parentes trabalhando em um barracão improvisado, com condições consideradas insalubres. A pequena fábrica têxtil recebia R$ 2,80 por cada peça produzida para a HippyChick.

No momento da fiscalização, que aconteceu no dia 22 de janeiro, nenhum trabalhador possuía registro em carteira de trabalho. Há indícios de aliciamento de mão de obra, fato que ainda está sob investigação. Segundo o MPT, os estrangeiros foram resgatados e receberam direito ao seguro-desemprego.

Nos dias 7 e 14 de fevereiro foram expedidas as carteiras de trabalho dos bolivianos e efetuadas as rescisões indiretas de contrato (com justa causa do empregador), com o pagamento de verbas salariais (proporcional de 13º, férias etc), FGTS e multa, e da indenização prevista no TAC, tudo por conta da HippyChick.

A HippyChick recebeu 23 multas do Ministério do Trabalho pelas irregularidades apontadas, dentre elas, reduzir trabalhadores a condições análogas às de escravo, terceirização ilegal, falta de segurança e saúde do trabalho etc.

De acordo com comunicado do MPT, os envolvidos podem ser multados, processados na Justiça do Trabalho e até responder por crime de redução de trabalhadores a condições análogas às de escravo, que prevê de 2 a 8 anos de reclusão.

As empresas que se utilizam de mão de obra escrava têm seu nome incluído na lista de trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que prevê a suspensão de financiamento e acesso ao crédito por instituições federais, como Caixa, BNDES e Banco do Brasil, além de serem submetidas a restrições comerciais com empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
( Fonte : IG)


Escândalo da carne de cavalo respinga em frigorífico no Brasil.

A fraude no comércio de carnes na Europa atingiu ontem a brasileira JBS, maior processadora de carne bovina do mundo.

A gigante de alimentos suíça Nestlé disse ter encontrado, por meio de exames de DNA, carne de cavalo em produtos que haviam sido adquiridos da subsidiária da JBS na Bélgica, a JBS Toledo.

Os alimentos processados, no entanto, foram produzidos pela alemã H.J.Schypke, contratada pela JBS para atender à Nestlé, que retirou massas produzidas com carne de cavalo de prateleiras na Itália e na Espanha.
Segundo a JBS, a Nestlé sabia que a carne partia da Schypke, que enviava o produto diretamente à suíça.

A JBS informou que cancelou contrato com a alemã e que o abastecimento à Nestlé, a partir de agora, será feito por unidades da própria companhia fora da Europa.

O Brasil possui um abatedouro de cavalo, mas exporta toda a sua produção. Em 2012, os embarques atingiram 2,4 mil toneladas, o equivalente a US$ 6,8 milhões. A Bélgica foi o principal destino, com 64% do total.

Apesar de ser produzida para exportação, o Ministério da Agricultura diz que não há risco de a carne de cavalo ser misturada à bovina no Brasil.

Para ser processada, qualquer carne precisa ter comprovação de origem, dada por meio do SIF (Serviço Federal de Inspeção).

A fiscalização é feita no abatedouro por uma equipe do ministério e o produto só pode sair do estabelecimento após ser registrado no sistema. Ao chegar à fábrica para ser processada, a carne passa por nova fiscalização para controle de origem.

A carne de cavalo não apresenta risco à saúde. O problema, na Europa, é a falta de informação sobre a origem do animal.
Fonte: BOL




Estaríamos comendo Ketchp com pelos de rato ?

Associação encontra pelos de rato em lote de ketchup Heinz e pede retirada de produto19/02/2013 -
A Proteste Associação de Consumidores informou em nota nesta terça-feira (19) que pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a retirada do mercado do lote 2C30 do ketchup de 397 gramas da marca Heinz pela presença de "pelos de roedor" no produto.

A irregularidade foi detectada após exame microscópico em amostras compradas em supermercado de São Bernardo do Campo (SP), no final do ano passado.

Veja casos de alimentos impróprios para consumo19 fotos 18 / 196.fev.2013 - Tony Hinds, cliente do supermercado Tesco em uma cidade do interior de Kentucky, nos Estados Unidos, encontrou um dente humano dentro de uma linguiça industrializada. Ele fazia cachorro quente para a sua festa de aniversário. Foi sua noiva quem abriu a embalagem e o casal chegou a passar mal quando viu o dente enfiado em uma das linguiças, que estava intacta. O supermercado negou que o dente humano estivesse na embalagem quando o produto chegou na loja. O produto era da "tesco finest" a linha mais cara da rede de supermercados Reprodução/Mail OnlineO chamado teste de ketchup, feito pela associação, envolve a avaliação de diversas marcas. A Proteste acionou a Anvisa antes da conclusão das demais avaliações em função da gravidade do risco imediato à saúde. O resultado integral das análises deve ser publicado em breve.

De acordo com a Proteste, o alimento é impróprio para consumo, com "forte indício de que haja problemas graves de higiene, além da falta de cuidados mínimos para a fabricação ou acondicionamento do ketchup Heinz".

A Proteste também apontou a violação ao Código de Defesa do Consumidor, da Constituição Federal e da legislação sanitária vigente e pediu a imediata inspeção na Coniexpress, fornecedora e distribuidora do produto no Brasil.

Ainda segundo a Proteste, o produto pode ter sido contaminado durante fabricação ou envasamento no México, de onde é importado. Por isso a Associação de Consumidores do México também foi acionada.

Anvisa conclui que laudos são insatisfatórios

A Anvisa confirma que foi notificada pela Proteste na última sexta-feira (15), mas afirma que não fará a apreensão do lote pelo fato de a Proteste ter usado laboratórios não credenciados pela Vigilância Sanitária para fazer esse tipo de teste. A Anvisa afirmou que os laudos da Proteste são "insatisfatórios".

"Na seara de exercício do poder de polícia sanitária, não se mostra legítima a transferência a laboratórios não oficiais das atividades de análises probatórias para subsidiar decisão de polícia administrativa, fato que impede a publicação de resoluções da Anvisa com base nos laudos insatisfatórios encaminhados pela Associação", diz a nota da Anvisa.

A Anvisa acionou a Vigilância Sanitária do Estado de Goiás, que é quem tem poder para assinar um laudo de retirada de produtos de circulação, já que a indústria produtora fica no Estado, e aguarda resposta.
Empresa questiona teste

Em nota, a Heinz Brasil afirma que a "companhia não teve a oportunidade de avaliar o produto em questão ou de validar a precisão do teste do produto" e diz ter " razões para questionar o teste" por não ter "nenhuma evidência de problemas de segurança com o produto".

"Nossos processos produtivos são desenhados para assegurar a mais alta qualidade e segurança para nossos consumidores no Brasil", conclui em nota.( Fonte : Uol)

Fraude no Prouni. Faculdade cobra o dobro por vagas no Prouni.

Norma para evitar fraude no Prouni segue descumprida e sem punições.


Valores dos cursos deveriam ser divulgados para bolsistas saberem que o desconto de 50% é verdadeiro; iG mostrou caso em que valores eram falsos.

Um ano após sua publicação, a portaria que obriga instituições de ensino superior parceiras do Programa Universidade pra Todos (Prouni) a divulgar os valores regulares das mensalidades para evitar que bolsistas sejam fraudados segue sendo descumprida. Criada pelo Ministério da Educação (MEC) depois de o iG denunciar uma instituição que cobrava o dobro por vagas pelo programa, a regra ainda não surtiu efeito.

Em janeiro de 2012, uma gravação da conversa entre a reportagem do iG e a secretaria da Facet, na Bahia, provou que o curso de Direito custava R$ 1.210 para o governo, R$ 605 para bolsistas com 50% de desconto pelo Prouni e R$ 690 para alunos que procurassem a instituição diretamente. A instituição foi punida, mas estudantes de outras instituições alertaram que a prática de inflacionar o preço base do curso para reduzir o desconto era comum .

O então recém-empossado ministro da Educação, Aloizio Mercadante, prometeu conter as fraudes e em 1º de fevereiro foi publicada a portaria 2/2012 obrigando todas as instituições parceiras do Prouni e do Financiamento Estudantil (Fies) a afixar em local de fácil acesso os valores reais praticados para cada curso de forma que os bolsistas pudessem conferir se de fato estão recebendo o desconto previsto. Em maio, o iG visitou instituições e a norma ainda não era cumprida .

Nesta terça-feira, último dia para matrícula pela segunda chamada do Prouni, a reportagem visitou instituições parceiras do programa em São Paulo e Brasília e verificou que os alunos continuam reféns das informações dadas nos guichês. Em São Paulo, a reportagem foi a três instituições. Em duas não havia qualquer informação de valores exposta e uma delas seguia a legislação. Em Brasília, dos três locais visitados nenhum estava correto.

Pacificada, Mangueira tem comércio fechado por morte de traficante pelo segundo dia seguido.

O comércio fechado no Bruco Quente, principal entrada do Morro da Mangueira
Pelo segundo dia consecutivo, o comércio amanheceu de portas fechadas, nesta terça-feira, no Morro da Mangueira, comunidade pacificada da Zona Norte do Rio. A medida seria um luto forçado pela morte de Acir Ronald Monteiro da Silva, o 2k. Integrante do tráfico na Mangueira, ele foi assassinado a tiros na noite de domingo, em frente ao condomínio de luxo onde morava, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade.

Nem mesmo a presença de homens da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) faz com que os comerciantes abram as portas. Nesta segunda, o comandante da UPP da comunidade, capitão Leonardo Nogueira, disse que a PM garante a segurança, mas não pode obrigar as lojas a abrir.

Além do comércio fechado, a Mangueira tem um ar de “favela fantasma” nesta terça. Pouquíssimas pessoas circulam pelas ruas, becos e vielas. A movimentação maior é de carros e motos da UPP. Por volta das 10h, um ônibus saiu da favela cheio de moradores que acompanharão o enterro de 2k, previsto para as 11h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Horas depois da morte de 2k, a violência explodiu na Mangueira. Um PM da UPP teve a arma roubada, o comércio fechou as portas e duas pessoas ligadas à escola de samba de mesmo nome foram assassinados. Alan Carlos da Silva Silvio, de 24 anos, segurança da quadra da Mangueira, foi executado no alto do morro e teve o corpo carbonizado num carro em São Cristóvão. Já Jefferson Fernandes Oliveira, de 21 anos, foi baleado em frente a um contêiner da UPP.

Na manhã desta terça, parentes de Alan vão a um cartório para tirar a certidão de óbito do rapaz. Depois, eles seguem para o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer a liferação do corpo e providenciar o enterro.

A Divisão de Homicídios investiga se as mortes estão ligadas à eleição na Mangueira, marcada para 28 de abril. Ivo Meirelles, presidente da escola, teria prometido a representantes do tráfico que se afastaria após o carnaval deste ano. A decisão de Ivo de apoiar a candidatura de Chiquinho da Mangueira teria contrariado o tráfico.

Ivo Meirelles brinda com Biscoito (de preto, que está preso) e o ex-traficante Tuchinha (de branco) . Fonte: Extra

É, realmente o Rio está " pacificado". Isso é uma v ergonha!




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ex-procurador quer revisão da história em livros didáticos.

O ex-procurador Geral da República Cláudio Fonteles, um dos integrantes da Comissão Nacional da Verdade, quer que seja feita revisão da história do Brasil durante o período do governo militar, iniciado em 1964, nos livros didáticos usados em todas as escolas militares, assim como nas publicações usadas em escolas civis.

"Se você tem a lei que diz que o que aconteceu neste País foi um Estado que violou gravemente os direitos da pessoa humana, e isso está no ordenamento normativo deste País, como é que isso se concilia com você ensinar aos jovens, aos escolares e mesmo àqueles jovens que devem fazer a carreira militar, que o papel deles é de interferir no processo político violentamente, torturar e matar? Não pode. Isso é ilegal. Isso é uma afronta ao quadro normativo", disse Fonteles, no Programa É Notícia, da Rede TV, gravado na sexta-feira e previsto para ir ao ar às 23 horas deste domingo.

Por isso, prosseguiu o ex-chefe do Ministério Público Federal, "há que haver realmente uma reformulação e dizer que o que aconteceu foi um golpe, foi uma ruptura do processo democrático", afirmou. "Temos uma Constituição para ser vivida e cumprida", disse Fonteles, que também já coordenou a comissão. "Vamos rever todo o ensinamento de História, stricto sensu, e de disciplinas afins."

As declarações de Fonteles revoltaram militares. O presidente do Clube Naval, almirante Veiga Cabral, disse que com esta posição, a Comissão da Verdade levará "distorções em relação à história do Brasil aos colégios". O almirante queixou-se de que o grupo está "trabalhando de forma parcial" porque "não está ouvindo os militares".

Apesar de a legislação prever análise dos fatos de 1946 a 1988, "os trabalhos só focam nos fatos relativos a 64". "Por que só os agentes do Estado estão sendo inquiridos", questionou. "Quando se quer reconstituir, de fato, a verdade, é preciso ouvir os dois lados. Eles querem impor a sua história."

Fonteles reiterou que todos os militares "convocados" à comparecer à comissão são obrigados a dar o seu depoimento. Falando no caso da morte de Rubens Paiva, ele foi ainda mais incisivo: "Se ela (a pessoa) não quiser depor, ela responde ao crime de desobediência. E se ela não quiser ir depor, ela pode ser conduzida coercitivamente. Não com violência, mas alguém a pegar pelo braço e a levar lá".

Para o presidente do Clube Naval, "esta é uma forma brutal de agir porque estamos em um estado democrático de direito e neste caso, estão tratando de um assunto já vencido, já julgado pelo Supremo Tribunal Federal". E emendou: "um decreto não pode mudar a Constituição. Você não pode arrastar o cara pelo braço, ainda que delicadamente, para obrigá-lo a depor sobre um tema vencido. Não é assim que se reconstitui a história."
Fonte: IG


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Parece que as 239 mortes dos jovens estudantes ( inocentes) de Santa Maria não serviram de exemplo para os governantes.

Na tragédia de Santa Maria, Rio Grande do Sul, quando morreram 239 jovens inocentes ( estudantes), Dilma chorou. Prefeitos e Governadores ameaçaram empresários de fechar e multar casas noturnas. Esqueceram-se até de que equipamentos públicos, de responsabilidade desses mesmos governantes, também tinham que ser fechados, por não terem segurança alguma. Um grande " Circo Político " se armou, aproveitando-se da desgraça dos jovens e de suas famílias.

Sabíamos que era mais uma " palhaçada" ! A Mídia deitou e rolou e , como abutres, "sensacionalizaram" o ocorrido, quase botando a culpa em Deus,na fatalidade ou apenas nos donos da Casa de Festas.

Pois é, hoje, no RJ/TV (Rede Globo) , foi noticiado que repórteres da emissora fizeram visitas a 9 casas noturnas, dentre algumas que a prefeitura do Rio havia fechado e constataram que 8 estavam funcionando normalmente e com capacidade lotada. Será que está tudo resolvido em termos de segurança para os frequentadores, artistas e pessoal que trabalha no local?

Essa tragédia, infelizmente, cairá no vazio. As tristes mortes dos jovens não servirão como exemplo para prevenção por parte do Poder Público e, muito menos, de empresários gananciosos. O Carnaval fez tudo cair no esquecimento.

Depois, querem que eu me cale. NUNCA!!!