quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dirigentes irresponsáveis : violência nos estádios

No dia 27 de novembro de 2010,um torcedor do Cruzeiro de 19 anos de idade foi espancado até a morte por torcedores do Atlético Mineiro em Belo Horizonte.As cenas foram divulgadas, ontem, pela TV e são muito fortes.Mesmo depois de caído e sem sentidos,os seus algozes continuaram a dar pauladas, chutes e  pancadas com barras de ferro. Selvageria e atrocidade sem limites.O que explicaria isso? Como a Sociedade deve encarar esse problema sério que afeta o mais popular esporte do País?

As primeiras "torcidas organizadas" tidas como agremiações institucionalizadas surgiram no início dos anos 70 ,época em que o Brasil avançava no processo de aceleração urbana,porém,desarticulado e descompromissado com as bases sociais.A violência entre as torcidas(dentro ou fora dos estádios) está ligada aos aspectos político,econômico e sociocultural vivenciados nas relações individuais e grupais na sociedade brasileira contemporânea.Na década de 70,o poder de mando do complexo industrial interferiu nas macroorganizações político-econômicas,provocando grandes instabilidades nas microorganizações sociais emergentes.

Em razão disso,o conflito entre os poderes econômico e social marcou a construção do espaço urbano das grandes cidades,prevalecendo o interesse do capital e,de alguma forma,esse processo interferiu na identidade social dos jovens que se expressam através da negação do outro,da disputa e da violência prazerosa entre os grupos rivais.Há um esvaziamento da noção do coletivo na formação dos jovens.

A ausência de consciência social e coletiva e a predisposição inata do homem pela agressividade desembocam nessas manifestações de violência desmedida ,porque  são exacerbadas pelo consumo de álcool e de drogas ilícitas.Se os dirigentes de clubes (que deveriam ser os exemplos inibidores da violência) fomentam o ódio como o atual Presidente do Corínthians ,de forma leviana e covarde,esses atos condenáveis da luta de todos contra todos encontram, nos jovens, o terreno fértil para proliferar.Há necessidade de que as pessoas de bem condenem,veementemente,os dirigentes de clube que,em lugar de promover o espetáculo esportivo,proclamam a discórdia e a violência entre os jovens.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

De 99% rebaixado a 100% CAMPEÃO.

No período de 365 dias, o Fluminense saiu da situação de 99% rebaixado para se sagrar TRICAMPEÃO BRASILEIRO com todo mérito.Esta consagradora e retumbante vitória teve a marca registrada de um verdadeiro e indiscutível "Time de Guerreiros".Há que se destacar a dedicação e a superação dos jogadores, da torcida, da diretoria, da comissão técnica, mas sobretudo a determinação de Muricy Ramalho.

A recusa de Muricy ao aliciamento antiético do Sr Ricardo Teixeira que o procurou sabendo que ele tinha um contrato e que estava no meio de uma competição desejada há 26 anos e a sua permanência à frente do elenco tricolor serviram de lição para muitos que não acreditam na seriedade dos homens.
E Muricy foi premiado por isso. A lição ficou para todos, mas Ricardo não o perdoou. 

A simplicidade e o companheirismo de Washington e a trajetória irretocável de CONCA que jogou todas as 38 partidas de forma decisiva, além das inúmeras demonstrações de amor e paixão da Nação Tricolor, promovendo belíssimos shows nas arquibancadas nos permitem afirmar que houve justiça.Se Nelson Rodrigues fosse vivo diria que este título estava definido há 6 mil anos.

Uma demostração da má vontade do Presidente da CBF com o Flu ( que votou contra seu candidato a Presidente do Clube dos Treze) foi o fechamento do Maracanã no melhor momento do time na competição. A torcida e o time sentiram. Liderados pelo déspota mal humorado Ricardo Teixeira, as autoridades proibiram os jogos no Estádio que merecia ser o palco desta festa.Em razão disso, no último jogo,em lugar de termos 90 mil, tivemos apenas 40 mil nas arquibancadas para testemunhar mais essa festa carioca.A média de público presente nos jogos caiu drasticamente.De modo tradicional, a rivalidade existe entre os clubes e as torcidas do Rio, mas, fruto de declarações desastrosas de dirigentes e jogadores,o Corínthians foi o grande vilão ganhando a antipatia da maioria.

Não foi à toa que os torcedores do São Paulo, do Palmeiras e do Guarani se colocaram de forma tão agressiva contra os deseducados e presunçosos corintianos.E o castigo foi cruel ,pois eles ficaram em terceiro lugar na classificação geral,sendo superados pelo Cruzeiro.Talvez assim aprendam a lição.Parabéns ao Rio de Janeiro:Campeão em 2009 e em 2010.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Será que acabou a "farra de consumo" ?

Em 1986,Sarney e o PMDB usaram o golpe do Plano Cruzado (congelamento geral de preços por 12 meses e adoção do "gatinho salarial") para eleger 22 dos 23 governadores de estados da federação.No princípio,houve efeito positivo na contenção dos preços (surgiram até os "fiscais do sarney"),mas, após as eleições, a inflação voltou e mais galopante.Ocorreu uma frustração geral.Foi um golpe eleitoral.

Collor também deu um golpe naquela farsa de "O Caçador de Marajás de Alagoas".Todos os que ganhavam salários altos mantiveram seus ganhos e o Povo foi iludido, elegendo-o Presidente em 1989.E deu no que deu. Hoje,ele é aliado de seus antigos desafetos:Lula e Sarney.Aliás,os três se merecem: ETA TRIO DANADO! A história mostrará um dia os danos que eles causaram ao País.

Lula usou dois artifícios:um para amealhar votos dos mais pobres-o Bolsa Família; o outro,mais ardil , foi criar a falsa impressão de que se tinha dinheiro,conquistando a classe média.O aumento do crédito e a redução do IPI possibilitaram a "farra de consumo",mesmo gerando inadimplência.As pessoas tiveram a sensação de que subiram na pirâmide social.Compraram carros e eletrodomésticos,usaram os limites dos cartões em lojas e supermercados.Ao mesmo tempo,os empresários ganharam com isso.

Passadas as eleições,como sempre ocorre em países como o nosso,a mentira cai por terra,mas os danos são insanáveis:quem tinha que ser eleito (ou não) já está eleito.E fim de papo !

O  Governo anunciou um "pacote de medidas" que limita e encarece boa parte das linhas de empréstimos para os consumidores , o que, segundo os bancos, trará altas imediatas nas taxas de juros do financiamento bancário. Além disso, a autoridade monetária retirou R$ 61 bilhões de circulação com elevação dos compulsórios. Em lugar de reduzir os seus gastos, o Governo optou por medidas que promovem restrição do crédito.O consumidor pagará mais caro por financiamentos,o que poderá levá-lo a adiar algumas compras.Para reduzir a inflação e evitar a ocorrência das chamadas bolhas , diminui-se o dinheiro circulante e, com isso, a demanda.Pode-se,então,conter a inflação.Essas medidas deverão ter seus reflexos em janeiro de 2011.

Não deixa de caracterizar o golpe eleitoral.A partir do último trimestre de 2009, as medidas para aumentar o consumo tinham o objetivo de iludir os desavisados.O inchaço da "Máquina Governamental também hipertrofiou-se para garantir os "companheiros" indispensáveis na campanha eleitoral.Os ganhos dos banqueiros foram garantidos porque havia a necessidade de fundo de campanha.Os patamares de aprovação do governo federal chegaram a mais de 70%.

Agora,como um fósforo apagado,o interesse do consumidor(leia-se eleitor) é descartado no lixo.Temos que estar sempre de olho vivo com essas falsas benesses e acompanhar criticamente os passos das autoridades e os enfoques da Mídia comprometida. Para 2012,os novos artifícios já devem estar no "forno".  Não é pelo consumo que se sobe na escala social.A principal forma é pela EDUCAÇÃO.