quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desperdício de leitos no Rio . Por que essa gente não é presa ?

Um desperdício de leitos .  Por falta de médicos, hospital fica ocioso. Justiça deverá obrigar governo a contratar.

Completamente equipados, 26 leitos do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, estão fechados por falta de médicos para atender pacientes. Após realizar vistoria no local, a Defensoria Pública da União entrou com Ação Civil Pública para obrigar o Ministério da Saúde a contratar profissionais e garantir atendimento.

“Existem leitos para pronto-atendimento inoperantes. Além das vidas que podem ser perdidas, o descaso configura depredação do patrimônio público, já que o investimento ali feito está abandonado e sem uso”, afirma Daniel Macedo, defensor federal que ajuizou a causa.

Levantamento da Defensoria Pública aponta que estão fechados sete leitos da Emergência Pediátrica, seis da Unidade Coronariana, seis de UTI Pós-Operatório e sete do Centro Cirúrgico. Para que estas salas funcionassem normalmente, seria necessária a contratação de 40 pediatras para a Emergência, 42 médicos intensivistas e 21 anestesistas. “São setores inteiros fechados, o que prejudica as pessoas que precisam de atendimento médico na região de Jacarepaguá”, diz Macedo.

A ação deve ser julgada no início de janeiro. Se houver parecer favorável à defensoria, a União deverá contratar imediatamente profissionais suficientes para a abertura dos leitos sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O Ministério da Saúde informou que está fazendo levantamento para calcular o número de médicos necessários. Desde outubro, O DIA mostra a crise no Cardoso Fontes. Funcionários chegaram a paralisar os atendimentos no dia 24 daquele mês devido à falta de médicos.

Barra: pacientes no corredor

Segundo o defensor Daniel Macedo, a abertura dos leitos poderia desafogar o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que fica próximo, na Barra. Como O DIA mostrou ontem, lá faltam cirurgiões e a Emergência está superlotada. “O Lourenço Jorge está saturado, com pessoas internadas no corredor. A única vítima dos problemas nas unidades é a população”, diz. ( O Dia )

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