sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Reforma do Maracanã deve atingir R$ 1,5 Bilhão.

Por Maracanã, Rio toma empréstimo de R$ 244 milhões .



A quatro meses da conclusão da reforma do Maracanã para a Copa-2014, o governo do Rio poderá pedir empréstimo de R$ 244 milhões milhões para bancar a obra.

O empréstimo, em dólar, será pela Corporação Andina de Fomento e foi autorizado pelo Senado ontem. A autorização é necessária porque o governo brasileiro oferecerá garantias para a operação.

Segundo a Secretaria de Obras do Rio, o objetivo do empréstimo é "permitir ao Estado folga nos cofres estaduais e, assim, fazer investimentos em outras áreas".

Para o governo do Rio, contudo, esse empréstimo não vai mudar o preço final da obra: R$ 859,9 milhões. Pelo texto autorizado pelo Senado, o governo do Rio terá até 13 anos para quitar o empréstimo, em parcelas semestrais.

Esse é o segundo financiamento que o Rio faz para bancar a reforma do Maracanã.

Outros R$ 400 milhões já foram emprestados pelo BNDES, também com prazo esticado para quitação. Até agora, R$ 248 milhões foram liberados pelo banco.

Assim, somados os dois financiamentos, restará ao governo fluminense só 25% da obra para bancar com recursos diretos de seus cofres, algo como R$ 215 milhões.

O empréstimo com a Corporação Andina de Fomento cabe no planejamento porque o ritmo dos pagamentos é mais lento que o da obra --com 70% da reforma concluída, o desembolso foi de 43% do total, R$ 376 milhões.

O que está por trás dos atentados do PCC em São Paulo.


Reportagem de VEJA desta semana explica razões para onda de assassinatos que já vitimou 88 policiais. E por que os criminosos devem recuar em breve

A ROTA NA RUA - Na favela São Remo, em São Paulo, policiais buscam bandidos que mataram um PM da tropa de elite .

A guerra velada que estourou entre policiais e criminosos nas últimas semanas em São Paulo tem origem em duas mudanças. A primeira foi a troca de comando na Secretaria de Segurança Pública paulista, em março de 2009.

Ao assumir a pasta, o ex-promotor de Justiça e ex-oficial da Polícia Militar Antonio Ferreira Pinto fez uma faxina na cúpula da Polícia Civil, então às voltas com escândalos de corrupção, e definiu o combate ao crime organizado como uma de suas prioridades.

Para isso, integrou os vários departamentos de inteligência - o da polícia Civil, o da Militar e o da Secretaria de Administração Penitenciária, que monitora os presos - e elegeu a Rota como a tropa que o ajudaria a efetivar seu plano. Grupo de elite da PM paulista, a Rota não tem uma região de atuação específica - então, pode ser acionada para agir em determinado crime ou para executar operações previamente planejadas.

Sua primeira operação sob o comando de Ferreira Pinto, em abril de 2009, resultou na prisão de dezoito bandidos da facção criminosa PCC. Assim como a escolha de Ferreira Pinto para o comando da secretaria, a união de esforços entre as polícias foi uma mudança positiva - aumentou a eficiência da repressão ao crime em geral e às ações do PCC em particular. Mas cobrou o seu preço.

Da parte da Rota, houve comprovados abusos, como na operação feita em maio deste ano em uma favela na Zona Leste de São Paulo. Nela, um criminoso do PCC, já rendido, foi executado às margens da Rodovia Ayrton Senna, conforme investigação da polícia (os policiais acusados pelo crime estão presos).

O episódio serviu de pretexto para que lideranças menores do PCC ordenassem a matança de policiais. "Se for executado um (integrante do bando) será executado 2 policial (sic)", dizia um dos bilhetes vindos de criminosos que passaram a circular em favelas da Zona Sul de São Paulo.

Numa delas, a de Paraisópolis, a polícia encontrou na semana passada um conjunto de papéis supostamente pertencentes ao PCC. Eles incluíam uma lista com o nome e a rotina de quarenta policiais, prováveis alvos do bando.

Até agora, as investigações apontam que os maiores líderes do PCC, como o detento Marcos Willians Camacho, o Marcola, não têm envolvimento nos crimes. Há tempos a facção criminosa deixou em segundo plano a prática de extorquir presos para se dedicar à muito mais lucrativa atividade do tráfico de drogas.

Marcola e companhia sabem que o tumulto prejudica os negócios. E reside aí a certeza de especialistas de que a onda de assassinatos de policiais está prestes a ceder. O PCC visa ao lucro. A guerra traz prejuízo. Sendo assim, em breve seus líderes deverão ordenar um recuo. A polícia, mesmo tendo perdido 88 dos seus desde o início do ano, não fará o mesmo.

O velódromo será demolido no Rio de Janeiro.


                                         Velódromo construído para o Pan do Rio será demolido


Depois de muita polêmica, o velódromo construído para o Pan do Rio-2007 será mesmo demolido. De acordo com o Comitê Olímpico Internacional, o equipamento estava fora dos padrões e não poderia ser utilizado nos Jogos de 2016. Num primeiro momento, a Prefeitura foi contra a demolição, mas após fazer as contas concluiu que reformar custaria quase o mesmo que construir outro.
O custo do novo velódromo, arcado pelo Governo Federal, será de R$ 134 milhões, contra R$ 126 milhões estimados para a reforma. O atual foi erguido a um custo de R$ 14 milhões, em valores da época.
As três principais modificações do projeto compreendem a correção do ângulo de inclinação da pista, o que vai possibilitar as bicicletas atingirem velocidades mais altas; o aumento da capacidade da arquibancada; e a retirada das colunas de sustentação que hoje impedem a perfeita visualização dos atletas pelos árbitros e pelas câmeras de TV.

Parte do antigo velódromo, como a pista de pinho siberiano, será apoveitada em um novo centro de treinamento de ciclismo que será construído em Goiânia pelo Ministério do Esporte.