segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PREFEITURA DO RIO FECHA HOSPITAL POR FALTA DE MÉDICOS !

O Hospital Municipal Rocha Maia , em Botafogo , foi mais uma vez o expoente da carência de médicos pela qual passa a rede municipal de saúde no Rio de Janeiro. Sem os profissionais , a unidade manteve os portões fechados durante o dia de ontem. Quem tentava atendimento era orientado pelos seguranças a procurar a UPA de Botafogo , ou mesmo o Hospital Miguel Couto , na Gávea. O atendimento precário e a falta de médicos , principalmente de clínicos e de pediatras , não são novidades. São problemas corriqueiros nas unidades de saúde , tanto da rede estadual como da municipal do Rio.


Ao mesmo tempo que gastam rios de dinheiro público com propaganda televisiva de autopromoção ( agora , é a do blihete único carioca que possibilita até festa de casamento) ; ao mesmo tempo que abrem os cofres da prefeitura e do governo estadual para patrocinar a megafesta de sorteio dos jogos para eliminatórias da Copa-2014 , beneficiando a REDE GLOBO e usando nosso dinheiro para um evento da INICIATIVA PRIVADA (CBF , FIFA) , as questões salariais com bombeiros , com professores e com médicos são tratadas pelos governantes do Rio com enorme e irritante desprezo . São generosos com empresários da construção civil , mas não o são com esses profissionais.

Com salário pouco acima de R$ 1 mil , que atrativo há para que médicos se interessem pelo ingresso no serviço público ? A solução é uma modificação na política de recursos humanos. É preciso plano de cargos e salários , para que a remuneração acompanhe o crescimento profissional dos médicos.Tememos que esse descaso deliberado seja uma forma para justificar a terceirização na Saúde cada vez mais gritante e ousada, desrespeitando decisões judiciais em contrário. Essa gente que , hoje , comanda a Prefeitura e o Estado do Rio tem como estratégia macabra esse artifício , ou seja , deixa os serviços públicos chegarem ao fundo do poço propositadamente , para , depois, com a desmoralização dos mesmos , justificar sua sede de privatização e de terceirização ,beneficiando empresários que , amanhã, na campanha eleitoral , darão a contrapartida.

RECUSA DO PRÊMIO PNBE - UM EXEMPLO DE DIGNIDADE !

 Professora Amanda Gurgel: Recusa do prêmio PNBE

Ainda há educadores dignos, que não se deixam levar pelas seduções de uma fama efêmera!!

Cláudio Nunes.

Olá Companheiros/as,

Vale a pena ler e repassar esse texto de extrema coerência.

Oi,

Nesta segunda,o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio "Brasileiros de Valor 2011". O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.

Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.

Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem "amigas da escola".

Amanda

Natal, 02 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,

Professora Amanda Gurgel

Glória de Melo Tonácio

Professora do Colégio Pedro II-Unidade S. Cristóvão I
Doutoranda em Educação no PPGE/FE/UFRJ

Sou um[a] marxista que acha que a solução para os problemas dos países capitalistas está na revolução. Dizes isso não é uma fanfarronice. É assumir, de forma explícita, o dever político mínimo que pesa sobre alguém que é militante, embora não esteja em um partido comunista e que, afinal de contas, tentou, durante toda a vida, manter uma coerência que liga a responsabilidade intelectual à condição de socialista militante e revolucionário.

(FERNANDES, Florestan. Que tipo de República?. 2.ed. São Paulo : Ed. Brasiliense, 1986).



CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DO BRASIL.

A questão é polêmica e , por isso , esse Blog não poderia ficar fora do debate que a envolve. Há os que defendem e os que condenam o exame da OAB. Existe até um movimento nas redes sociais sobre o tema. Recebemos , por facebook , e decidimos publicar , na íntegra, a Carta abaixo para reflexão dos interessados em aprofundar o debate.

CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DO BRASIL


Caro Estudante,

Você sempre soube que precisa fazer um curso universitário para se qualificar e conseguir um bom emprego, certo? Sempre soube que é livre para escolher entre Medicina, Engenharia, Psicologia, Sociologia, Biblioteconomia, Economia e muitos outros. Sabe que o diploma universitário é o documento oficial que prova que você está pronto para trabalhar e que é reconhecido pelo Ministério da Educação, certo? Estas são verdades inquestionáveis, protegidas e garantidas pela Constituição Federal, que entre outros direitos, garante que o cidadão tem o direito de escolher a área em que quer trabalhar.

Agora tem uma coisa que você não sabe ainda: estão querendo acabar com tudo isso! Isso mesmo!! Você vai estudar quatro ou cinco anos, se formar e não poderá trabalhar! O reconhecimento do seu diploma pelo MEC, para você poder trabalhar depois de formado, não vai valer mais nada! Vai pro lixo!! O direito CONSTITUCIONAL de escolher a área de trabalho que quiser, vai sumir também!! E não vai adiantar falar que Constituição garante os seus direitos!

Isso vai acontecer porque os Conselhos de Classe, como o CRM (medicina), CRP (psicologia), CREA (engenharia e arquitetura) e outros, estão querendo fazer como a OAB faz com os estudantes de Direito: ela exige que todos os que se formam e tiram os seus diplomas universitários façam e PASSEM no Exame de Ordem, para poderem trabalhar! Reprovou, dançou! Veja o exemplo: se você se formar em Psicologia não poderá exercer a profissão, sem antes gastar dinheiro com cursinhos e pagar para fazer E PASSAR em um exame imposto pelo CRP. Caso contrário, não vai trabalhar, pois o seu diploma não vai valer nada! É só um papel qualquer!! Os seus 4 anos de estudo vão para o ralo, por causa de um exame que não qualifica nada! E você nunca vai poder dizer que é Psicólogo! Isto vai acontecer com todos os cursos!!!

Agora, o mais grave e vergonhoso de tudo isso!! Veja o que está por traz disso:

Os Conselhos de Classe estão de olho na fortuna que a OAB fatura com os exames que ela impõe aos diplomados em Direito. A OAB é um Conselho de Classe também e se ela pode, os outros Conselhos estão achando que podem também! Eles vão querer mudar a lei e criar os seus exames, para faturarem o que a OAB fatura todo ano: Veja só > A OAB cobra 200 reais por candidato. No último exame foram 121.309 inscritos, que rechearam os cofres da OAB com R$ 24.261.800,00! Isso mesmo! Mais de 24 milhões! Como são três por ano, o exame rende 72 milhões anuais para a OAB!

Agora, tem mais gente querendo entrar neste esquemão milionário! São os cursinhos preparatórios! Eles já faturam alto com o exame da OAB e estão coçando os dedos e, claro, fazendo pressão para que os outros Conselhos de Classe exijam também um exame igual para todos os estudantes! Vão fazer igual a OAB: para manter os altos ganhos ela, a OAB, cria uma prova bem difícil, exigindo o conhecimento decorado dos 5 anos do curso de Direito, sem dar direito do estudante fazer consulta nos livros. Isso reduz drasticamente o número de aprovados! O penúltimo exame REPROVOU 90% dos candidatos! De 10, só um passou! Assim, quem reprova, para não perder o curso que fez, vai ter que gastar mais para tentar de novo!! No último exame (julho/11), foi pior ainda: somente 4 por cento passaram!!! Se você faz universidade pública, menos mal! Mas lembre-se: os cursinhos preparatórios e provas não serão custeados pelo Governo!

Você já percebeu quem vai pagar a conta, né? Depois de gastar muito dinheiro em uma faculdade, você – SEM PODER TRABALHAR NA PROFISSÃO ESCOLHIDA – terá que fazer cursos preparatórios para realizar os seus sonhos! Pois as provas serão cada vez mais difíceis, para que você tente uma, duas, três, quatro vezes ou mais, pagando sempre com um dinheiro que você terá que pedir para os seus pais, para os seus parentes ou conseguir ralando num emprego qualquer!

Por isso, Estudante do Brasil, JUNTE-SE A NÓS!! Participe do MOVIMENTO NACIONAL DOS BACHARÉIS EM DIREITO que luta para que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL julgue o Exame de Ordem da OAB INCONSTITUCIONAL, conforme parecer do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

Se o exame da OAB não cair, todos os Conselhos vão ganhar força e poder para impor exames para todos os estudantes formados!! Somente com a QUEDA DO EXAME DA OAB é que os Conselhos de Classe não terão força para criar exames semelhantes e obrigar todos os estudantes a sofrerem como os bacharéis em Direito têm sofrido!

Estudante! Esta causa também é sua!! Participe dos chats, fóruns e redes sociais que divulgam a INCONSTITUCIONALIDADE do Exame de Ordem da OAB. Manifeste a sua opinião comentando todas as notícias sobre esse assunto. Leia e se informe! Quem tem conhecimento e é informado tem mais força para defender os seus direitos!